Morar e envelhecer: o que o Trevoo Expo Summit 2026 coloca em pauta

Por Eliz Taddei – Como queremos viver à medida que envelhecemos? E que tipos de moradia, cuidado e convivência podem responder às necessidades de pessoas idosas e de suas famílias?

Essas perguntas estarão no centro das conversas do Trevoo Expo Summit 2026, que acontece nos dias 30 e 31 de outubro, em São Paulo. Em sua quarta edição, o encontro reúne profissionais, empresas e especialistas para discutir instituições de longa permanência, moradias e serviços voltados à longevidade.

Mais do que apresentar novidades do setor, o evento é uma oportunidade para ampliar o debate sobre como os espaços em que vivemos influenciam a autonomia, a segurança, os vínculos e a qualidade de vida.

Moradia para pessoas idosas: um debate que precisa crescer

Durante muito tempo, falar sobre moradia na velhice significava pensar quase exclusivamente na casa da própria família ou em uma instituição de longa permanência. Hoje, o cenário é mais diverso e as conversas sobre longevidade também precisam ser.

As necessidades mudam de pessoa para pessoa. Há quem queira continuar vivendo em casa, com adaptações e apoio. Há quem busque serviços que ofereçam convivência durante o dia ou cuidado domiciliar. E há quem se interesse por residenciais planejados para atender diferentes graus de necessidade, ou por modelos que priorizem a vida em comunidade.

Não existe uma resposta única. O desafio é fazer com que as opções sejam conhecidas, qualificadas e compatíveis com os desejos e as condições de cada pessoa. Para isso, profissionais de saúde e cuidado, arquitetos, gestores, famílias, empresas e poder público precisam conversar.

Senior Living em discussão

Uma das novidades da programação deste ano é o espaço dedicado ao senior living. O termo costuma ser usado para falar de moradias e serviços pensados para pessoas maduras e idosas, com propostas que podem combinar habitação, conveniência, convivência e apoio.

Os formatos variam. Por isso, é importante olhar além do nome e entender como cada empreendimento funciona: quem pode morar ali, quais serviços estão disponíveis, como são os espaços comuns e que apoio é oferecido quando as necessidades mudam.

Essa conversa também ajuda a questionar como projetos imobiliários podem incorporar acessibilidade, segurança e oportunidades de convivência desde o início. Uma moradia preparada para diferentes etapas da vida pode ampliar escolhas e reduzir barreiras para quem envelhece e para quem cuida.

Qualidade: confiança precisa ser construída

Outro tema importante do encontro será a qualidade dos serviços oferecidos às pessoas idosas. Quando uma família procura uma residência ou um serviço de cuidado, não avalia apenas quartos, localização ou preço. Quer compreender como a equipe trabalha, como o cuidado é organizado e que condições existem para garantir bem-estar e segurança.

A programação prevê uma discussão sobre caminhos de avaliação da qualidade, incluindo o diálogo entre referências como a ONA e o Selo de Qualidade Trevoo. Esse tipo de conversa é necessário para que o setor avance com critérios mais claros e para que famílias tenham melhores informações ao tomar decisões.

Qualidade não se resume a um documento ou a uma nota. Ela aparece nas rotinas, na escuta dos moradores, na formação das equipes, na organização dos espaços e na forma como cada pessoa é tratada. Indicadores e processos ajudam quando servem para orientar melhorias e dar transparência ao que está sendo oferecido.

Diferentes experiências, novas perguntas

A edição de 2026 também abre espaço para uma mesa internacional e para a Câmara Técnica, reunindo vozes com experiências distintas. A troca entre profissionais pode ajudar a identificar práticas que inspiram soluções, mas também a compreender os limites de cada proposta: o que funciona em um contexto pode precisar de adaptações em outro.

Além das conversas técnicas, o evento terá a oficina “A Arte de Amar – Oficinas de Artes Plásticas”. A presença da arte amplia o olhar sobre envelhecimento e cuidado. Pessoas idosas não são apenas destinatárias de serviços: têm histórias, preferências, criatividade e vontade de participar da vida cultural e social.

Espaços que favorecem autonomia e convivência

Moradia e cuidado não podem ser pensados separadamente do ambiente. A disposição dos espaços, a iluminação, a circulação, o acesso a áreas externas e a possibilidade de encontros influenciam o cotidiano. Um lugar pode facilitar a autonomia e a participação ou, ao contrário, criar obstáculos e isolamento.

Esse olhar interessa a quem projeta e administra residências, mas também a famílias que desejam adaptar uma casa e a cidades que precisam oferecer calçadas, transporte, serviços e áreas públicas acessíveis. Envelhecer acontece em muitos lugares e todos eles podem contribuir para uma vida com mais segurança e pertencimento.

Um convite para participar da conversa

O Trevoo Expo Summit nasceu para aproximar quem atua no ecossistema da longevidade. Nesta edição, queremos que as discussões sobre residências, serviços, qualidade e novos modelos de moradia ajudem a formular perguntas melhores e a construir respostas mais diversas.

Afinal, falar sobre onde e como viver na velhice é falar sobre escolhas, relações e projetos de vida. Que tipo de moradia você gostaria de encontrar para si ou para alguém que ama? Essa reflexão pode ser um bom ponto de partida para as conversas do evento e para as mudanças que o setor precisa continuar construindo.

Eliz Taddei
Fundadora e CEO da TREVOO.

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