O que podemos aprender com a divulgação de temas e produtos para um bom envelhecimento?

Por Maria Luisa Trindade Bestetti

Há alguns anos, quando “saltou aos olhos” dos pesquisadores que a longevidade no Brasil estava aumentando em função de melhor qualidade de vida, ao mesmo tempo em que a natalidade diminuía, o assunto passou a interessar a empreendedores atentos a essa nova perspectiva. Faltavam serviços e produtos voltados à população idosa, a cada dia mais visível no cenário das cidades, assim como o tema despertou pesquisadores de outras áreas além da saúde. Consequentemente, a organização de eventos para apresentar resultados e, mais ainda, para buscar pares e perscrutar caminhos inovadores, em pesquisas acadêmicas e empreendimentos que atendam diferentes demandas, resulta em oportunidades de enriquecimento e atualização.

O Longevidade Expo+Fórum, evento sediado em São Paulo que culmina em 1º de outubro definido como Dia da Pessoa Idosa, é focado em temas relacionados ao envelhecimento, à saúde e à longevidade. A última edição reuniu especialistas, profissionais da saúde, pesquisadores, empreendedores e o público em geral para discutir inovações, tendências e melhores práticas no cuidado e na qualidade de vida dos idosos. A promoção do conhecimento, a troca de experiências e a conscientização sobre a importância de um envelhecimento saudável e ativo, além de explorar oportunidades de negócios no setor, conectou interessados na temática da longevidade. 

Sendo um evento que abriga diferentes congressos, destacam-se o 8º Congresso do Envelhecimento Ativo no primeiro dia, no qual eu, Maria Luisa Trindade Bestetti, moderei um painel muito rico, intitulado: Uma cidade para todos, envelheço na cidade. As palestrantes abordaram aspectos do cuidado, direitos, solidão, estimulação cognitiva e moradia na velhice, com conteúdos muito relevantes. 

No segundo dia, o Sênior Living Meeting, sob a curadoria de Caio Calfat e SeniorLab, apresentou palestrantes que pontuaram a necessidade de alternativas de moradia para pessoas idosas, atendendo demandas de um público exigente por qualidade. O caso apresentado por planejadores, incorporadores e operadores, o Magno, com três unidades situadas na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, deixa clara a busca pelo aperfeiçoamento desta proposta inovadora, denominada condohotel. 

Por último, destaco o 2º Congresso Morar Sênior 60+, onde participei como palestrante no painel Modelos de moradia e alternativas de cuidados para idosos, quando destacamos o papel das Instituições de Longa Permanência para Idosos para o Brasil e similares em outros contextos. Considera-se que o envelhecimento em comunidade – Aging in Place – pode garantir a longevidade com maior segurança e suporte, permanecendo o máximo de tempo possível em casa. Porém, profissionais preparados para o cuidado mais intensivo em moradias institucionais, em espaços com arquitetura adequada para atender declínios naturais da velhice, podem oferecer a assistência necessária.

Aprendemos muito com a divulgação de temas e produtos para um bom envelhecimento, ao atualizar e agregar conhecimento para seguir em busca de soluções inovadoras em moradia na velhice.

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