A indústria do turismo oferece diferentes vertentes e modos, inclusive nas opções de hospedagem. Em hotéis e navios já há casos de pessoas idosas que alugam suas casas e passam a morar em um modo itinerante, aproveitando os destinos para diferentes objetivos e estendendo o tempo a longos períodos. Mas a reportagem do Estadão em 07/10/24, intitulada “No turismo da longevidade, meta é cuidar do corpo”, aponta essa nova modalidade crescente e disponível para quem se dispuser a pagar contas mais caras. Começa descrevendo o cruzeiro Storylines, com serviços de alta tecnologia para preservação da saúde em prol de maior longevidade.
A Storylines se autodenomina a “zona azul no mar”, capitalizando o desejo dos clientes de viajar para se tornarem mais saudáveis e viver mais tempo – talvez até mesmo depois dos 100 anos.
Nesse caso, além da permanência no navio em camarote, é oferecido todo um cardápio de tratamentos, alimentação e entretenimento voltados para bem-estar e qualidade de vida. Do mesmo modo acontece em hotéis que oferecem planos de preenchimento do tempo com foco na longevidade.
O Estate é considerado “um ecossistema revolucionário de hospitalidade e residência de luxo que inclui medicina preventiva, IA e longevidade”, com previsão de lançamento de 15 hotéis e 10 centros de longevidade até 2030. (…) No Four Seasons Resort Maui, os hóspedes podem se entregar a uma série de ofertas voltadas para a longevidade, mais intensas do que as massagens, a academia ou os tratamentos faciais normalmente associados a viagens de luxo.
Em outros complexos hoteleiros, os programas de tratamento e orientação oferecem mais do que a maioria dos spas tradicionais, proporcionalmente à capacidade de investimento dos hóspedes.
O Canyon Ranch, resort e spa de bem-estar OG, lançou recentemente o Longevity8, um retiro de quatro dias, no valor de US$ 20 mil (R$ 109 mil), em Tucson, Arizona, onde as estadias começam com uma coleta de sangue e uma consulta médica personalizada, seguidas de exames de sono e avaliações de resistência.
Mas o mais interessante é o que está por vir: a proposta de oferecer educação sobre questões relativas à longevidade demonstra a importância de conhecer questões básicas em gerontologia, pois a longevidade saudável depende de estilo de vida, hábitos adequados e consciência dos processos inerentes ao ciclo de vida, incluindo relações sociais e direitos da pessoa idosa.
Investidores e capitalistas de risco estão interessados em incorporar a educação sobre longevidade em suas viagens. E, por US$ 70 mil (R$ 383 mil), o empresário da longevidade Peter Diamandis oferece uma Platinum Longevity Trip de cinco dias, na qual as pessoas aprendem os conceitos básicos de otimização do sono, nutrição e exercícios, além de novos tratamentos.
Mesmo sem viajar, bem-estar e longevidade dependem da consciência de que é importante refletir sobre o futuro da própria moradia e do estilo de vida.

