Que cuidados podem ser tomados quando idosos moram com animais de estimação?

Já está comprovado que animais de estimação são excelentes companhias para idosos, pois podem criar uma relação significativa a partir da atenção que exigem, quer pelos cuidados necessários com alimentação e higiene, quer pelas manifestações de carinho. Podem ser cães, gatos ou quaisquer outros animais domésticos, e suas presenças normalmente tornam-se imprescindíveis em fases de maior solidão. No filme “Ladykillers” traduzido como “O Quinteto da Morte”, especialmente na sua versão original inglesa de 1955, mostra a relação amorosa da idosa com uma cacatua do seu marido já falecido, sobre o qual ela falava com saudade. Em determinado ponto da comédia, o animal foge da gaiola e ela aciona o grupo de inquilinos, sobre os quais ela desconhecia o motivo criminoso que os levara até sua casa. Mesmo assim, sentem-se impelidos a resgatar seu precioso companheiro, pois é clara a importância da sua presença junto a ela.

Alguns cuidados fundamentais são importantes: a verificação de existirem alergias pode prevenir situações críticas de dermatites ou outras reações, seja por pulgas ou intolerância a pelos. Outra questão é a manutenção da higiene, pois o olfato pode ter declinado e alguns descuidos desencadeiam outros focos infecciosos ou o aparecimento de vetores de doenças. Talvez a questão mais significativa esteja relacionada às quedas provocadas por tropeços, seja no próprio animal ou em brinquedos que normalmente carregam a quaisquer partes da casa. Quanto a isso, criar limites a partir de um treinamento pode minimizar riscos, mas principalmente manter o animal em superfícies com cores contrastantes. Cães da raça poodle são dóceis e delicados, e muitas vezes são brancos, ficando camuflados quando em pisos em cores muito claras. De qualquer modo, há sempre o recurso de se colocar uma coleira contrastante ou até um pequeno guizo que faça ruídos que ajudem a localizá-lo com facilidade.

Independente dos riscos, a presença de animais de estimação pode trazer animação para a residência. O médico David Dosa publicou “Oscar”, o nome do gato observado no Centro de Reabilitação Steer House Nursing, que cuida de pessoas com Parkinson e Alzheimer, em Providence, Rhode Island, EUA. Arredio, ele não permitia afagos, sempre andando silenciosamente pelos corredores. Mas quando havia um morador em fase terminal, ele subia no leito e se aninhava aos seus pés, como quem consola antes da morte. Aos poucos foram percebendo que o efeito que provocava nos familiares que acompanhavam esse final de vida era impressionante, transformando um momento de dor em paz, amenizando o sofrimento e demonstrando como uma vida que termina deixa muitas outras seguindo seu curso. Vamos pensar nisso: nossa moradia pode ser preenchida por outras vidas, basta que as valorizemos e as mantenhamos bem cuidadas.

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