Podemos construir piscinas que atendam todas as idades para garantir conforto e segurança?

Como já comentamos anteriormente, a partir do surgimento de normas brasileiras de acessibilidade em 1995 foi possível definir alturas, sistemas de apoio e outros elementos de modo fundamentado e com garantia de conforto e segurança. Até então, as soluções eram construídas empiricamente e com muitos riscos de acidentes. Alturas de soleiras e corrimãos em escadas, assim como declividade de rampas, eram feitas adaptadas aos espaços disponíveis e, portanto, muitas vezes com dimensões erradas. O mesmo se fazia com as piscinas, geralmente um espaço de formatos variados, construído abaixo do nível do terreno ou elevado se embutido em um deck, dependendo de uma escada para acesso ao subir e ao descer novamente.

Lembrando que saímos com os pés molhados, os riscos de queda são constantes se o piso não for antiderrapante, sendo ainda mais seguro se houver algum tipo de dispositivo de apoio próximo, no caso de haver usuários com a mobilidade comprometida pela idade ou por outros motivos. Em geral as piscinas são construídas em áreas externas, expostas ao sol. Nesse caso, além de ser antiderrapante, o piso deve oferecer a possibilidade de aproximar materiais que não esquentem tanto que não seja possível pisar. Certas cerâmicas podem, até, queimar o pé. O uso da pedra São Tomé, muito difundida para esta finalidade, é a solução mais encontrada, mas o preço pode ser bastante significativo. Já existe uma solução com placas cimentícias feitas artesanalmente e têm as características necessárias tanto para as bordas quanto para o deck.

Outra questão importante é o acesso ao vão da piscina, pois normalmente usam-se escadas de marinheiro, verticais e presas na borda. Além do esforço para evitar o peso do corpo, os degraus são estreitos e a verticalidade exige muito das pernas, especialmente ao sair da água, considerando haver mais peso em função da roupa molhada. Alguns projetos preveem degraus como de uma escada normal, sendo que podem servir até como assentos se estiverem posicionados com espaço para possibilitar a passagem, como uma arquibancada. Quando curvos, precisam ser amplos, pois aproveitar cantos de 90o pode desorientar a decisão de direcionar o corpo, tanto na descida quanto na subida. Um corrimão pode ser colocado estrategicamente como um elemento decorativo, facilitando o uso e, ainda, agregando beleza à composição.

Por último, mas não menos importante, assentos no deck são significativos para facilitar o descanso e, até, para permitir intervalos fora da água e do sol. Preferencialmente serão cadeiras com braços e com alturas adequadas para uso em mesas, de modo a manter a autonomia dos movimentos. Enfim, não basta pensar em uma piscina para a família naquele momento, é preciso lembrar que nascem crianças, envelhecemos e que podemos ter restrições por motivos diversos ao longo da vida. Com um bom projeto, podemos, sim, usá-la em qualquer idade, com conforto e segurança.

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