Estamos preparados para definir como podemos morar na velhice com conforto e segurança?

É muito frequente encontrar pessoas que demonstram estar satisfeitas com o lugar ondem moram, especialmente quando representa a realização de um sonho. Muitos estabelecem como meta trabalhar para adquirir patrimônio e a suposta estabilidade, embora nem sempre alcancem os resultados que desejam. Para outros, a aquisição de um imóvel significa ficar preso àquele lugar, quando o sonho mais perseguido é viajar e conhecer lugares e pessoas diferentes. Igualmente, muitas vezes acabam por desejar um trabalho que proporcione isso e a realidade demonstrava essa impossibilidade. Porém, com a pandemia pela Covid-19, muitas pessoas estão optando por mudar para lugares mais aprazíveis e até mais econômicos: são os chamados nômades digitais. O home office permite esse afastamento físico, e pode ser uma solução definitiva para muitas empresas.

Tatiana Gracia é referência em comportamento de consumo e destacou mudanças provocadas pelo envelhecimento da população, afetando diversos aspectos da sociedade, desde o mercado de trabalho até a demanda por bens e serviços (https://www.consumidormoderno.com.br/2021/03/24/velho-preconceito-envelhecimento-inovacoes/).

Em dezembro de 2020, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o período de 2021 a 2030 como a “Década do Envelhecimento Saudável”. A Resolução da ONU expressa a preocupação de que, apesar da previsibilidade do envelhecimento da população e do seu ritmo acelerado, o mundo não está suficientemente preparado para isso.

Neste momento de isolamento social, ficou mais clara a necessidade de inovações e tecnologias para oferecer assistência que garanta a autonomia, a segurança e o bem-estar dos idosos. Muitas soluções têm demonstrado que oferecem melhores condições de permanência em casa contando com assistência virtual, concedendo mais tranquilidade ao morador idoso e seus familiares.

Segundo o site The Gerontechnologist, os mercados de saúde e bem-estar digital, realidade virtual e interfaces de voz tendem a crescer nos próximos anos com adoções tecnológicas que ajudam nos cuidados médicos, nas conexões sociais e também na educação e inclusão digital dos mais velhos.

Porém, não bastam soluções tecnológicas se não houver o contato humano. A presença, mesmo virtual, será imprescindível para a manutenção da dignidade e do senso de pertencimento a um grupo social ativo e participante. Os recursos que possam atuar como coadjuvantes para garantir mais segurança e conforto estarão complementando os vazios que a pandemia exigiu com o distanciamento social e, portanto, devem ser utilizados. Assistentes virtuais trazem inúmeras informações que podem motivar conversas entre amigos e familiares, animando a residência com música e notícias. O dilema ético está em pensar que esses equipamentos substituem as pessoas, dispensando a presença e aumentando a distância entre pessoas queridas que, somente elas, oferecem calor humano.

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