O aumento da longevidade e os movimentos sociais e políticos, que têm colocado as pessoas idosas como personagens centrais em medidas de atenção, oferecem muitas reflexões sobre todos os aspectos que possibilitam mudanças adequadas. Questões financeiras, alimentares, de consumo e de saúde em geral estão em discussão em muitos fóruns que se estabelecem como motores para essa transformação. A percepção de que a população idosa crescente participa ativamente de um mercado amplo, não apenas relacionado a necessidades básicas, demonstra que os desejos dessas pessoas possibilitam um consumo de bens e serviços na busca de bem-estar, conforto e segurança.
Martin Henkel, CEO da SeniorLab mercado & consumo 60+, apresenta uma importante análise da economia prateada, demonstrada em números para a cidade de São Paulo. Ao cruzar dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística com os do Tribunal Superior Eleitoral, o resultado foi de 17% de pessoas com mais de 60 anos no Brasil, sendo 21% no estado de São Paulo. Na capital, há um total de 20%, sendo 59% de mulheres, prevalecendo em 62% a partir de 79 anos (https://miltonjung.com.br/2023/09/18/cidade-prateada-um-em-cada-cinco-e-60-em-sp-e-voce-esta-pronto-para-esta-fase-da-vida/).
Ao associar os números com a observação das pessoas interagindo na cidade fica mais fácil entender o motivo de vermos tantos grisalhos em todo o lugar e com comportamentos de consumo bem distintos dos 60+ de dez ou 20 anos atrás.
O Instituto Moriguchi, definido como “um centro de estudos e aplicações práticas voltados ao processo de envelhecimento, buscando compreender e promover a qualidade de vida e plenitude ao longo de todos os estágios de desenvolvimento do ser humano”, tem se dedicado a pesquisas relacionadas aos temas de geriatria e gerontologia. Desenvolveu a Trilha da Longevidade Brasileira (https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/trilha-da-longevidade-brasileira-temos/#google_vignette), destacando que o principal aspecto para que a longevidade seja plena “é a organização financeira”.
Vale destacar que um estudo, em mais de 80 países, identificou que a sensação de felicidade das pessoas com 60 anos ou mais é bem superior a das pessoas com 30 ou 40 anos. (…) A soma de toda sabedoria, do entendimento de como as coisas funcionam na vida, de ver seus filhos e netos crescendo nas suas carreiras e vidas acaba sendo a grande razão da vida. (…) Perceber, pensar nisso, planejar-se e fazer reservas para esta fase é determinante no nível de felicidade que será alcançado.
É preciso um planejamento ao longo da vida, principalmente quando se alcança um nível de maturidade pessoal e profissional. Optar pela melhor modalidade de moradia para alcançar uma longevidade bem-sucedida tem um peso considerável nessa equação, independente do poder de compra maior ou menor. O que vale é atender desejos e necessidades pessoais, de modo a garantir conforto e segurança junto aos seus.

