Como reduzir os efeitos negativos do aquecimento global na moradia de pessoas idosas?

Todo o planeta tem sido afetado pelas mudanças climáticas decorrentes do aquecimento, situação que tem sido mencionada há décadas por estudiosos que alertaram sobre seus efeitos nefastos. O degelo da calota polar aumenta o nível dos mares e a maior frequência e volume de chuvas afeta a vazão de rios e lagos, criando inundações e deslizamentos de encostas, resultando em tragédias muito significativas. Além disso, o calor excessivo torna mais vulneráveis os sistemas de controle de incêndios, gerando grandes queimadas que, além das consequências diretas nas perdas da agricultura e pecuária, tornam o ar poluído por partículas que se deslocam a longas distâncias, afetando a respiração das pessoas. A situação é ainda mais grave quando são idosas, agravando a saúde e colocando em risco o bem-estar, o conforto e a qualidade de vida. De acordo com a reportagem da Casa Ninja Amazônia, os impactos da crise climática são mais graves em pessoas idosas (https://portaldoenvelhecimento.com.br/crise-climatica-impactos-sao-mais-graves-em-pessoas-idosas/ ).

Os impactos da crise do clima já afetam a nossa saúde e nossa qualidade de vida, como pudemos sentir tanto em 2023, com as grandes secas, quanto em 2024, com os números recordes – e ainda crescentes – das queimadas. Contudo, cientistas alertam para um dos grupos que podem ser ainda mais vulneráveis diante dessa nova era climática: as pessoas idosas.

De acordo com a pesquisa “Global projections of heat exposure of older adults”, publicado na Nature Communications no início de 2024, há aumento no risco de mortalidade, sendo que pessoas idosas são mais suscetíveis pelo risco de doenças vasculares. Também se considera a possível hipertemia e, por beberem menos água correm risco de desidratação, assim como podem suar menos, impedindo a regulação da temperatura. 

E as projeções não são somente para as pessoas idosas de agora, mas sim para os idosos no futuro: a pesquisa mostra que quase um quarto da população idosa mundial poderá estar vivendo em áreas de calor excessivo [o limiar crítico considerado pela pesquisa é uma temperatura máxima de 37,5°C] até a metade do século.

O terceiro relatório da Década do Envelhecimento Saudável destaca como a saúde e o bem-estar das pessoas idosas são afetados pelas mudanças climáticas e identifica oportunidades para reunir as agendas. A partir dos eventos extremos vivenciados no Brasil desde o ano passado, sejam de inundações ou secas, entende-se que são necessárias estratégias para garantir que as diversas instituições responsáveis pelo controle dos incidentes implementem ações preventivas também no cuidado com a manutenção da saúde e nas medidas de remoção, no caso dessa necessidade. Pessoas idosas podem afastar-se do convívio social ao manterem-se em casa, e esse também é um resultado negativo que contribui para o adoecimento mental. Portanto, as mudanças climáticas têm sido um fator a ser discutido para buscarem-se soluções para reduzir seus efeitos negativos na moradia de pessoas idosas.

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