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O canal ‪@oquerolanageronto‬ conversou com a arquiteta Maria Luisa Trindade Bestetti, professora do Bacharelado e no Programa de Pós- Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP – EACH-USP sobre CAMINHABILIDADE. Maria Luisa falou sobre o impacto do ambiente construído para as pessoas idosas e para o envelhecimento em geral; definiu e conceituou o tema com suas características; comentou como a ideologia modernista de planejamento urbano pregava que a rua era um lugar indesejável para o homem (o pedestre) e que as casas deveriam se opor a tal ideologia; falou sobre a cidade de SP, explicitando, se oferece uma boa caminhabilidade para seus moradores, especialmente as pessoas idosas; discutiu que a legislação, tanto da cidade de São Paulo, quanto a da maioria das cidades brasileiras, define que a responsabilidade pela construção e manutenção das calçadas é do proprietário do lote adjacente, cabendo ao poder público apenas a fiscalização o que nos dá uma noção equivocada do significado de espaço público; deu exemplos de como se faz na prática o conceito de caminhabilidade; enfatizou que a Nova Lei de Mobilidade Urbana (lei nº 12.587/12 de 3 de janeiro de 2012) está em prática e não deve ser, apenas, uma intenção em repensar a mobilidade urbana e mostrou como as pessoas idosas podem se articular e interferir numa cidade, de tal maneira que ela ofereça caminhabilidade digna para todas as idades.
O canal ‪@oquerolanageronto‬ entrevistou a arquiteta e urbanista Mariana Alves do Nascimento, que abordou o conceito “Aging in place”, que traduziu como “Envelhecimento na comunidade”. Falou quando o conceito surgiu; quais as áreas do conhecimento que se relacionam com o conceito; se ele já está presente no Brasil; a importância de “Autonomia” e “Independência” para este envelhecimento; como cultivar ambientes favoráveis para as pessoas idosas e se existe uma idade máxima para as pessoas continuarem vivendo em suas próprias casas e em suas comunidades.
O canal ‪‪@oquerolanageronto‬ conversou com a arquiteta e urbanista Rosângela Rachid sobre “Cohousing”, que pode ser compreendido como “moradia compartilhada”. Rosângela, que é mestranda em Gerontologia pela EACH_USP, com linha de pesquisa em novas formas de morar para o envelhecimento (especificamente o cohousing) e atua como monitora do bacharelado em Gerontologia da EACH/USP (2024), no âmbito do Programa de Aperfeiçoamento de Ensino (PAE/USP), auxiliando na disciplina Ética e Bioética, está estudando o tema em sua linha de pesquisa do Mestrado. Explicou o que é “cohousing”; qual a diferença entre cohousing e coliving; onde surgiu esta ideia e se já existe no Brasil; quais as vantagens e desvantagens de se morar neste tipo de moradia; o que tem a ver cohousing com envelhecimento e quais serão, no seu modo de entender, as opções de moradia para um país já envelhecido e que envelhecerá ainda mais nos próximos anos.
Neste Bate Papo Austil Z Dra. Maria Trindade Bestetti, arquiteta da PHD do curso de Gerontologia da USP, apresenta sua proposta de Ser Modular, trazendo o conceito “harmonizar todas as etapas da vida, atendendo desejos e necessidades de moradia na velhice”. Apresenta nesta primeira parte do vídeo, como podemos acompanhar as várias fases de nossa vida, onde havia uma família com filhos pequenos, que cresceram e foram constituir suas próprias famílias e como a casa vai acompanhando estas mudanças, fala também das mudanças da contemporaneidade, questionando, devemos manter móveis e utensílios que não são mais usados? Trazendo uma reflexão sobre flexibilidade de cada pessoa em transformar seu ambiente.
Na 2ª parte do Bate Papo Austil Z, Dra. Maria Trindade Bestetti nos traz dois conceitos importantes o apego e a gerência das decisões das pessoas idosas. Apresenta a importância das mudanças no ambiente doméstico buscando alterações que tragam harmonia e alegria e renovação, para viver num ambiente agradável e positivo. Comenta sobre a possibilidade de transformar grandes imóveis, dividindo e transformando em locação rentável, ou adaptando uma parte do imóvel de forma mais acessível a pessoa idosa, como uma pequena cozinha ou pia. Zeila Sliozbergas reforça a importância da participação dos familiares e pessoas envolvidas junto a pessoa idosa ou casal nas tomadas de decisão, onde são apresentadas as várias possibilidades de adaptações e propostas, assim como o convite aos profissionais, de uma equipe multidisciplinar para auxiliar e pensar sobre melhores encaminhamentos e decisões.