A autonomia na velhice é estimulada quando a cidade é acessível?

No final dos anos 70 vimos muitas discussões a respeito de acessibilidade, o que gerou a definição de leis federais e normas brasileiras relativas ao tema. Porém, havia foco na pessoa com deficiência, excluindo pessoas com baixa mobilidade em função de peso, altura ou idade. Nos primeiros anos do século XXI esses indivíduos passaram a ser considerados, incluindo ainda gestantes, visto que adquirem peso e forma diferenciados ao longo da gestação e isso altera a mobilidade temporariamente.

Tais iniciativas provocaram mudanças e adaptações de estruturas existentes, além de despertar para as vantagens de se criarem novas já adequadas para serem acessíveis a todos, seguindo os princípios do Desenho Universal. Isso inclui não somente pisos adequados, rampas e escadas amigáveis e apoios estrategicamente colocados mas, também, sistemas de orientação visuais, sonoros e táteis em locais públicos, garantindo o ir e vir mais seguro e confortável.

O processo de envelhecimento é muito individual e depende dos hábitos de vida de cada pessoa, além da sua herança genética. Atividade física, encontros sociais, lazer variado e produtivo, enfim: o preenchimento do tempo livre implica em sair de casa e conviver em público. Se encontramos percursos amigáveis, com trajetos sinalizados e iluminados, calçadas sem buracos ou árvores e postes no caminho, essa experiência se torna mais agradável e prazerosa.

Mas para que possamos aproveitar ainda mais, outros detalhes poderiam existir nesses caminhos: paisagens exuberantes com jardins e árvores floridas, espaços de estar para descanso e contemplação, objetos de arte ao ar livre e outros elementos de distração. Tudo funcionaria excepcionalmente se contássemos com manutenção constante, a partir da limpeza e recuperação do mobiliário urbano, de calçadas e da jardinagem, o que nem sempre acontece. Conferimos que empresas que adotam determinados espaços urbanos os tornam atraentes, e essa iniciativa poderia ser melhor disseminada em quaisquer cidades, pelo efeito contagiante aos cidadãos que vivem os espaços urbanos. E você, prefere ver a cidade pela janela do carro ou caminhando?

2 comments on “A autonomia na velhice é estimulada quando a cidade é acessível?

    • Gerson, de fato falta a capacidade de empatia, quando atitudes preconceituosas de outros usuários ou decisões em políticas públicas desconsideram que todos envelhecemos. Chamam-se de barreiras atitudinais aquelas que dificultam a acessibilidade de pessoas com necessidades especiais e, portanto, é preciso ouvir os diversos segmentos da sociedade para que se busquem soluções que atendam a todos de modo inclusivo e seguro.

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