Com que tipos de dispositivos podemos contar como coadjuvantes do cuidado de idosos que moram sozinhos?

Com o aumento da longevidade, a necessidade de cuidadores profissionais tem se mostrado a cada dia mais urgente, considerando pessoas preparadas para o manejo e gerenciamento de rotinas de idosos. Inauguram-se mais residenciais especializados e centros dia, todos contando com esses profissionais formados por cursos organizados para a inserção de mais mão-de-obra direcionada para esse contexto. Mas cresce também a busca por cuidadores para ambientes não institucionais, chegando a exigir a contratação de três pessoas para o atendimento integral quando a família delega essa atribuição em função do aumento da dependência do indivíduo a ser cuidado. Mas há uma fase entre a independência e a idade muito avançada que, mesmo com boa saúde, geralmente apresenta condições de crescente fragilidade e a consequente limitação de mobilidade. Para esse período há alternativas tecnológicas que podem suprir algumas das necessidades de cuidado, sendo oferecidas por diversas empresas que estabelecem centrais de controle para atendimento das famílias contratantes.

O serviço é bastante utilizado nos Estados Unidos e alguns países europeus e funciona do seguinte modo: há dispositivos portáteis que podem estar presos no pulso, pendurados no pescoço como um colar ou soltos, para serem colocados nos bolsos. Possuem um botão de pânico que, se acionado, alerta a central da prestadora do serviço, que toma providências acionando a família ou outros recursos mais urgentes. Também há os que servem como localizadores e são programados para lembrar sobre horários de medicamentos ou para questionar o idoso sobre seu estado geral. No site da Tecnosenior (http://tecnosenior.com/cuidador-de-idosos-e-boto-de-emergncia/) há a descrição de um dos sistemas de emergência pessoal:

“Trata-se de um equipamento conectado à linha telefônica da casa, que acompanha um botão de emergência, podendo ser utilizado como pulseira ou pingente, durante todo o dia, já que é à prova d’água também. Assim, o idoso não perde sua autonomia e tem como chamar ajuda se precisar. São inúmeros os benefícios dos sistemas de emergência pessoal. Além da manutenção da independência do idoso e do atendimento 24h, podem ser adicionados acessórios ao equipamento principal, de acordo com a necessidade de cada usuário: sensor de queda, que aciona a emergência automaticamente quando a pessoa cai; dispensador de medicamentos, que lembra o horário correto de cada medicamento e avisa à central se a ação não for executada; detector de fumaça, para socorro em caso de incêndio etc.”

Há vários outros fornecedores desse serviço e propostas inovadoras constantemente sendo apresentadas ao mundo dos negócios. Acompanho gerontólogos que desenvolvem propostas muito interessantes e se associam a desenvolvedores de aplicativos para atender as crescentes demandas deste universo populacional, pois estamos vivendo mais e melhor, mas racionalizar serviços é o modo mais inteligente de viver com conforto e segurança.

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