Desapegar-se de objetos inúteis poderia facilitar a adaptação a moradias menores ou compartilhadas?

Estamos iniciando um novo ano. Nesta perspectiva, fazemos planos pessoais e profissionais para que possamos produzir mais e melhor, tornando ainda mais significativos nossos relacionamentos e positiva a convivência com as pessoas próximas. É momento de descartar documentos que já não têm validade, de limpar os armários para eliminar o que não vamos usar e reorganizar nossos espaços para renovar os ares da moradia. Significa que é preciso praticar o desapego, jogar no lixo ou doar coisas que não servem, especialmente roupas que podem alegrar outras pessoas ao invés de lotar o armário ou redescobrir peças que geram novas composições e efetivamente nos representam. No Grupo do Facebook It Avó, Rosangela Carvalho Marcondes publicou em 26/12/2018 um trecho do livro “A vida vai dar certo para mim” (Sextante, 2003), da coacher americana Iyanla Vanzant.

O desapego é o maior instrumento de libertação. Haverá um momento em que nós simplesmente teremos de desapegar-nos de algumas coisas para tocar a nossa vida adiante. Desapegar significa abrir o coração. Quando ficamos tensos, ansiosos, preocupados, tudo em nossa vida fica escuro e doloroso. Dediquemo-nos a nos soltarmos, libertarmos, e a nos deixarmos fluir.

Quando o nome Ser Modular foi escolhido, partiu-se do pressuposto que é preciso ser flexível para mudar, repensar hábitos e estar aberto a novas composições, especialmente na moradia. Naturalmente acumulam-se objetos e lembranças ao longo da vida, pois cada indivíduo imprime sua personalidade no seu território privado. Ambiciona-se mais espaço para acomodá-los, mas em algum momento é preciso desapegar-se para manter aqueles que sejam úteis para o condicionamento físico e emocional, pois recordações também são fundamentais para a manutenção da capacidade cognitiva.

Há uma tendência a buscar alternativas de moradia com áreas mais restritas, mas com serviços agregados, tais como lavanderias, centrais de manutenção e atendimento a emergências médicas, o que pode gerar soluções que garantam o protagonismo do morador por oferecer apoio às atividades rotineiras. Além disso, a racionalização dos serviços pode resultar em valores imobiliários mais baixos, possibilitando um aumento da procura por soluções de moradia assim. No caso de moradias compartilhadas, a necessidade de restringir os espaços é ainda maior, pois definem-se territórios que sejam próprios de cada indivíduo e a privacidade dependerá não só do mobiliário e dos elementos complementares, mas principalmente do comportamento dos conviventes.

Desapegar-se de objetos inúteis facilita a adaptação principalmente quando a opção por moradias institucionais for a mais conveniente, até porque pode haver fragilidades e, portanto, o cuidado será dedicado mais ao indivíduo e menos aos seus objetos, tornando as lembranças meros coadjuvantes que emocionam. Tocar a vida adiante diz respeito a tornar a caminhada o mais leve possível, especialmente quando a necessidade de atenção aumenta e o acolhimento é o elemento mais importante do conforto.

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