A casa do futuro poderá oferecer mais conforto e segurança em todas as fases da vida?

Quando falamos em tecnologia assistiva, pensamos em dispositivos de apoio e órteses que possibilitam autonomia e independência, mesmo que parcial. Já discorremos sobre esse assunto no texto publicado em março de 2018 – https://sermodular.com.br/2018/03/16/a-tecnologia-desenvolvida-para-assistir-idosos-e-outras-pessoas-com-necessidades-especiais-sempre-envolve-solucoes-eletromecanicas/. Mas a robótica avança a passos largos na direção da casa a cada dia mais inteligente, o que facilita as tarefas domésticas, tornando os esforços menores e a vida mais prática. O tempo passou a ser o bem mais valioso, especialmente em cidades muito complexas, aproximando o trabalho do lar para reduzir desperdícios.

Há menos de 70 anos atrás, explodiu a produção de eletrodomésticos nas fábricas do pós-guerra, oferecendo facilidades às donas de casa com aspiradores de pó, máquinas de lavar roupas e outros equipamentos práticos. Hoje as tarefas domésticas são compartilhadas com todos os moradores da casa e, portanto, quanto mais fácil a manutenção, mais rápido é possível dedicar-se a outros afazeres. Quando idosos se responsabilizam por algumas dessas tarefas, é ainda mais importante que os equipamentos sejam amigáveis.

A Folha de São Paulo de 12 de janeiro último publicou uma reportagem sobre a CES – feira de tecnologia em Las Vegas, mostrando que as “casas do futuro” já estão no presente. Há aparelhos de TV com tela enrolável, a partir de um gabinete que a armazena junto aos alto-falantes. Geladeiras com visores coloridos e um tablet para programar seu funcionamento, aceitando comando por voz através de um assistente virtual. Uma máquina que dobra 25 peças de roupa em 5 minutos, utilizando um software que reconhece dimensões e finaliza todas as peças no mesmo tamanho. Uma lavadora de louças que armazena 4 litros de água e evita encanamentos, economizando água. Os fabricantes garantem que logo estarão à venda no mercado brasileiro.

As propostas mais instigantes são as que propõem robôs de cuidado. Um deles dedica-se a brincar com cães e gatos que passam o dia sozinhos, movendo-se pela residência e estimulando o animal a segui-lo, liberando petiscos como incentivo. Mas há o Bot Care, robô programado para gerenciar a saúde do dono, medindo temperatura, pressão e emitindo alertas em horários definidos para tomar remédios. Se houver uma situação mais grave, ele conecta-se com familiares ou solicita socorro, num serviço de teleassistência que independe de comandos do próprio indivíduo. Não é uma companhia, mas pode cuidar de um idoso sem intromissões na rotina da casa, possibilitando a tranquilidade que os familiares necessitam quando se ausentam.

Como já foi dito na postagem anterior, o elemento humano é insubstituível, em qualquer contexto. O cuidado envolve carinho, atenção e escuta, pois somente uma pessoa pode oferecer emoções reais. Mas ser modular envolve aceitar que é possível ter coadjuvantes do cuidado, facilitando o dia-a-dia e garantindo mais conforto e segurança em todas as fases da vida.

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