Até que ponto o mobiliário pode facilitar o desempenho de idosos e contribuir para o seu bem-estar?

Embora cada pessoa tenha seus hábitos ao longo da vida e desenvolva estratégias para sua própria organização, a cultura ocidental não prescinde do uso da mesa com cadeiras para as refeições, dos assentos, individuais ou compostos em sofás, para ambientes de estar e de camas para dormir, combinadas com móveis para guardar a roupa. Mesmo nesse conjunto básico, muitas podem ser as variações de formas, alturas, complementos e dispositivos que facilitam o uso. Jovens sem limitações perceptivas e de mobilidade podem adequar-se facilmente a diferentes alternativas, pois a flexibilidade do corpo facilita o desempenho. Porém, ao longo da vida isso muda e exige alguns cuidados para que haja bom aproveitamento desses equipamentos, garantindo qualidade de vida.

Conjuntos de mesa com cadeiras podem ter formas diversas, mas as alturas dessas peças devem ser proporcionais. A ergonomia é a ciência que estuda a relação entre o melhor desempenho para o menor esforço, criando melhores condições de uso. Idosos tendem a ter posturas alteradas quanto mais longevos e, portanto, não bastam cadeiras com braços que facilitam o sentar e o levantar, mas o período de permanência junto à mesa pode comprometer o bem-estar e reduzir o prazer de aproveitar o tempo compartilhado com outras pessoas.

Sofás e poltronas devem igualmente ter alturas que facilitem o esforço de apoiar-se sobre os pés e erguer-se, assim como braços, em pelo menos um dos lados. Mas não haverá eficiência e menor esforço se a espuma do assento for tão macia que ceda ao peso durante o período sentado e demore para voltar ao estado original, muitas vezes afundando permanentemente. O que pode parecer uma vantagem torna-se um problema e, assim, conhecer a densidade das espumas utilizadas é muito importante para que dure por mais tempo e permita o uso de modo confortável e seguro.

Camas devem igualmente ter alturas que facilitem deitar e levantar sem grandes esforços, sendo que a mesa lateral, geralmente usada também como apoio nesses movimentos, precisa estar firme e sem riscos de tombamento, em especial quando suportam objetos quebráveis. É interessante pensar em pequenos aparadores presos à parede, mais estreitos, mas com uma barra de apoio junto à cabeceira, desde que esteja composta com o restante para que seja bonita. A proximidade de um comando para a luz auxiliar também garante que o idoso possa levantar durante a noite enxergando o quarto e utilize corretamente os dispositivos que facilitam seu desempenho, mesmo quando se coloca um pequeno foco próximo ao piso ou adotam-se sistemas de acendimento por sensor de presença.

Essas são dicas para ambientes residenciais, importantes também em moradias coletivas, pois a manutenção de uma atmosfera doméstica é sempre favorável ao bem-estar, especialmente quando são preservadas autonomia para independência e dignidade do morador idoso.

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