O prazer de passeios fora da moradia institucional pode ser maior se o embarque/desembarque for mais descomplicado?

Muitas das atividades que têm aumentado em residenciais para idosos estão relacionadas a passeios externos, sejam com objetivo cultural, esportivo ou de simples deleite de novas paisagens. “Sair de casa” significa contemplar outros cenários, sentir novos ares representados por diferentes características climáticas e respirar novos aromas. Seja passear em um parque ou participar de uma pequena viagem à praia, é sempre muito excitante para quaisquer pessoas, mas muito mais para pessoas que caminham menos ou, até, já vivem com decréscimo de memória e mobilidade, sendo uma oportunidade de resgatar momentos memoráveis.

Muitos idosos que descrevem essas experiências demonstram entusiasmo e apontam elementos importantes de resgate, tais como a brisa do mar, o cheiro da mata, a paisagem até onde a vista alcança e o encontro agradável com pessoas com as quais convivia, mas nem sabia o quanto tinham em comum sobre histórias e memórias. São oportunidades de aproximação, em especial para os muito reservados, que se mantêm a distâncias seguras para não se sentirem invadidos. Para os colaboradores que possibilitam esses passeios, são muitas as providências a serem tomadas para que os riscos sejam minimizados: os medicamentos de cada participante, o protetor solar e o chapéu que protegem do sol, a água mineral para manter todos hidratados, as toalhas providenciais em determinadas situações, além de fraldas, agasalhos, guarda-chuvas e outros utensílios importantes para a manutenção dos bons resultados. Antes disso, a logística de transporte, em condições para conduzir pessoas em cadeiras de rodas, apoiadas em andadores ou bengalas, com fragilidades que limitam seu desempenho físico, mas não o seu desejo de sentir novas emoções geradas pelo espírito de aventura que um passeio pode proporcionar.

Mas há um momento que sempre é apontado como crítico: o embarque/desembarque dessas pessoas, cada uma com sua característica e sensibilidade, algumas sem força nas pernas, outras com uma imensa sensibilidade à dor. Como isso poderia ser resolvido, se qualquer veículo de transporte exige subir degraus e nem todos têm acomodações capazes de reduzir o esforço exigido em posturas de transição? Sem contar com o desgaste dos cuidadores, que precisam estar atentos para que não haja qualquer acidente ou situação constrangedora. Se pensarmos que uma plataforma de embarque pode ser elevada, e que elementos escamoteáveis poderiam ser adicionados a essa elevação, mesmo que fosse desmontável, a experiência da viagem já começaria mais prazerosa, podendo até ser complementada com acessórios tais como bancos, placas e corrimãos de encaixar, facilitando e aprimorando o processo de acesso. Seria, então, o “terminal de embarque” para as viagens de lazer, até mesmo as que levam a shoppings, teatros ou restaurantes. Seriam eventos menos complicados, mais seguros e com experiências memoráveis até para os colaboradores desde a saída: vale a pena pensar nisso.

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