Quais providências a serem tomadas em casa para preservar os moradores mais frágeis contra doenças infecciosas?

A atual circunstância de isolamento social recomendado a todos para reduzir a disseminação do COVID-19 revelou que muitas doenças infecciosas poderiam ser menos fatais se tivéssemos hábitos simples de higiene pessoal, principalmente a lavagem correta das mãos. Mas o ambiente, especialmente o residencial, tem um papel fundamental na saúde e, neste momento de tantas informações que bombardeiam as redes sociais, há iniciativas como a do Dr. Chao Lung Wen, responsável pela disciplina de telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que criou um grupo de discussão Saúde Residencial e eCare, formado para pensar soluções a serem disseminadas, com vistas a contribuir para melhorar as condições de moradia, mesmo em tempos difíceis de pandemia.

Nós, ocidentais, somos habituados a guardar nossos calçados em armários dentro dos dormitórios, imaginando que esfregar nos capachos colocados junto às portas possa eliminar as impurezas que trazemos da rua. Os orientais reservam espaços e estantes em áreas junto às entradas para colocar os calçados vindos da rua, assim como deixam chinelos e pantufas somente usadas no interior das unidades. Muitos de nós já percebemos que, além de poder reduzir a entrada de agentes de doenças, há uma redução de sujidades nos pisos e tapetes, facilitando a manutenção diária. Além disso, é confortável oferecer esse carinho ao corpo através dos pés, definindo claramente a transição entre ambientes públicos e privados.

Em países de clima mais frio do que o Brasil, também são previstas soluções para pendurar casacos e bolsas que, analisando com cuidado, também trazem sujeiras. A recomendação de limparmos bolsas e calçados com álcool 70% logo na entrada, além de retirar as roupas e lavá-las, nem sempre é muito fácil em moradias mais compactas, quando não há uma divisão clara desse espaço de entrada e o restante da casa, um hall definindo um território de transição. Para isso, vale pensar na definição de uma área suja, podendo até ser revestida com papelão de acordo com a arquiteta Mariana Chao, que tem estudado alternativas nesse sentido, e a geriatra Alessandra Tieppo, reforçando que podemos diminuir consideravelmente muitos riscos se algumas providências forem tomadas, tais como criar suportes para calçados junto à entrada e cabides para pendurar casacos e bolsas, incluindo o uso da própria porta da entrada, se não houver outra alternativa.

O geriatra Rubens de Fraga Jr. oferece informações diárias no seu blog – weblogdofraga.blogspot.com – e divulga material científico de qualidade com informações sobre pesquisas atuais que pretendem demonstrar procedimentos e pesquisas sobre o coronavírus, preparando os interessados para as projeções apresentadas. Formamos esse grupo de profissionais e nos reunimos com outros em webinar no último dia 24 de março. Pensar na casa como um abrigo seguro é fundamental, muitos só tomaram consciência disso agora…

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