Quão importante têm sido o teleatendimento e o uso da inteligência artificial a partir da pandemia pelo coronavírus?

O uso da tecnologia como meio de aprimorar os processos de cuidado tem demonstrado o quanto é imprescindível a efetividade desses recursos para alcançar bons resultados. Se antes o uso de videoconferências poderia ser um meio de manter o contato entre familiares e amigos, na pandemia pelo coronavírus demonstrou ser um meio de manter o cuidado remoto, especialmente considerando a saúde mental. Se consideramos os idosos como indivíduos que já poderiam sofrer com a solidão, os efeitos nefastos tornam-se ainda mais potencializados, trazendo consequências também na saúde física. 

Outros recursos já em desenvolvimento demonstraram sua importância neste momento em que os profissionais de saúde têm estado presentes mais intensamente do que antes. No site Healthcarenews, Jeff Rowe descreve a importância da conexão entre esses profissionais e a chamada Inteligência Artificial ​​de conversação, descrita pelo Dr. S. Vincent Grasso, que é o Líder de Prática Global de Saúde e Ciências da Vida da IPsoft (https://ai.healthcareitnews.com/ai-powered-healthcare/after-covid-19-ai-will-be-critical-elder-care). Segundo ele:

… devido à medicina moderna, grande parte do mundo tem desfrutado de uma expectativa de vida em crescimento constante. O desafio inesperado é o fato de que os idosos estão entre os mais suscetíveis ao coronavírus que se espalhou pelo mundo.

Destaca que a longevidade traz consigo diversas doenças relacionadas, o que fragiliza esses indivíduos e os torna mais vulneráveis, resultando em hospitais lotados e nos quais a combinação de profissionais com a tecnologia possibilita uma atuação mais eficiente nos processos de cuidado.

Entre as ferramentas que Grasso tem em mente estão a computação conversacional, a automação de processos robóticos e o aprendizado de máquina, mas, não surpreendentemente, ele está particularmente interessado em IA conversacional.

Segundo ele, esses sistemas permitem a redução da carga de pacientes nos hospitais, permanecendo em casa sem idas desnecessárias às instalações de saúde. A Telemedicina, potencializada a partir da pandemia, já trazia essa perspectiva de atendimento e tem sido discutida como recurso para outras áreas que orbitam em torno das questões de saúde. Segundo o Dr. Chao Lung Wen, Chefe da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, a arquitetura igualmente pode prevenir doenças e a telemedicina permite que o paciente que faz uma consulta ofereça ao profissional uma avaliação que vai além do indivíduo, transparecendo seu contexto doméstico, social e condição pessoal em seu espaço de vida. Assim, a saúde é vista a partir de uma perspectiva holística e integrada, podendo oferecer uma orientação mais eficaz, possibilitando atenção e cuidado efetivos, especialmente a idosos.

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