Qual a importância da moradia para pessoas maduras que perderam postos de trabalho durante a pandemia pela Covid-19?

É amplamente divulgado que muitos postos de trabalho foram paralisados em função do distanciamento social, principalmente no primeiro semestre deste ano. O retorno paulatino tem demonstrado que o contingente que se mantem ativo é composto por indivíduos mais jovens e, mesmo em home office, foram mantidos os profissionais que apresentavam competências adequadas à nova sistemática de trabalho. Ou seja: para aqueles que resistiram ao uso de novas tecnologias as oportunidades foram menores, exigindo repensar seus meios de sustentação financeira e sobrevivência.

O site Economia UOL anunciou que, no final do mês de outubro, a taxa de desemprego era a maior desde 2012 (https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2020/10/30/pnad-continua—taxa-de-desemprego.htm)

A flexibilização das medidas de isolamento social fez com que mais pessoas passassem a procurar emprego no Brasil. Com isso, a taxa de desemprego subiu para 14,4%, no trimestre encerrado em agosto, a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012. No total o país tem 13,8 milhões de pessoas na fila do desemprego. 

Entre essas pessoas da fila, parte foi chamada de “desalentados”, aqueles que desistiram de procurar emprego por julgarem ser impossível conseguir colocação neste cenário. O contexto da pandemia trouxe mudanças significativas nas rotinas e essa crise exigiu resiliência, tanto mais quanto maior o esforço para adaptar-se em atividades físicas, fazer compras, buscar consultas e distrair-se. A dificuldade de acompanhar essas transformações implicou em desistências, muitas delas relacionadas com a queda da autoestima. 

O desalento leva em conta pessoas que estavam disponíveis para trabalhar, mas que não tomaram providência para conseguir trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa, porque acreditavam que não conseguiriam. Inclui também o trabalhador que se considera desqualificado, muito jovem ou idoso demais para achar uma ocupação. 

Mas houve aqueles que se reinventaram, demonstrando a capacidade de manter a dignidade que o trabalho oferece, seja ele qual for. A permanência em casa provou que o lugar de morar é mais do que um abrigo, mas pode ser também o escritório, a fábrica ou a sala de reuniões virtuais, além do escritório. Muitas famílias reuniram forças e ideias para produzir soluções em culinária, artesanato, treinamento e lazer, o que mudou radicalmente o mundo do trabalho. O que antes era hobby virou produto comercial, demonstrando expertises antes pouco valorizadas. As empresas perceberam que sistemas remotos traziam mais prazer e muita economia, o que pode sugerir que jornadas híbridas poderão fazer parte das carreiras de muitos. A importância da moradia para pessoas maduras é maior do que antes, já que a longevidade poderá ser caracterizada por mais tempo trabalhando, mas com muito prazer e dignidade.

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