O que podemos esperar de um ano novo que começa com a obrigatoriedade de evitar a Covid-19?

O ano novo parece prometer muito: vacina, retomada da economia, volta a atividades presenciais, frequência normal em bares e restaurantes. Não se sabe quando, mas a esperança é tão grande que planos já começam a ser feitos, novos projetos são desenhados e providências para a retomada da normalidade passam a ser tomadas. Na lista de desejos da grande maioria, a vacina está no topo das prioridades, embora a demora em definir parâmetros para esta campanha já demonstre que não a teremos em curto prazo. Para quem esperou ansiosamente por tantos meses, resta esperar um pouco mais e torcer para que a definição dos critérios, prazos e controle nos procedimentos nos ofereça um pouco de segurança nesta dura caminhada que foi o ano de 2020.

O foco nos idosos como grupo prioritário de risco, além dos profissionais da saúde que trabalham no “front de batalha”, tem estabelecido que estejam nos primeiros grupos a serem vacinados, como tem ocorrido nos países que já iniciaram esses procedimentos. Embora a informação incorreta de que seriam as principais vítimas da Covid-19, casos de idosos recuperados têm repercutido na mídia para demonstrar que não era uma regra, já que muitos jovens também pereceram nessa triste jornada, cujo desconhecimento sobre a doença incutiu nos incautos a sensação de invencibilidade. Ficou claro que muitos idosos contraíram o vírus através deles, já que a transmissibilidade foi a grande característica, e procedimentos simples poderiam evitar a letalidade.

As principais iniciativas para minimizar os riscos, além de lavar muito bem as mãos e usar máscaras, está nos cuidados com os hábitos na moradia. Para as residências unifamiliares, reservar uma área “suja” na entrada da casa para deixar calçados, preferencialmente a serem guardados com álcool aspergido nas solas. Compras devem ser colocadas em um apoio que permita o uso do álcool, especialmente limpando item por item. Roupas, se houve aproximação de pessoas ou uso de assentos públicos, trocadas e lavadas, assim como as máscaras. Para idosos mais frágeis, um lugar para sentar para troca de calçados garante que não haja incidentes indesejados, evitando desequilíbrio ou tontura. Ganchos para casacos e bolsas também precisam estar nesta primeira área, ou muito próximos a ela. Enfim, especialmente para aqueles que podem necessitar mais conforto e segurança, são alternativas que facilitam o controle da higiene necessária neste momento de tanta insegurança.

Nas moradias institucionais, muitos dos procedimentos adotados certamente se perpetuarão. Além do cuidado com roupas e pacotes vindos de fora, considerando a manutenção na entrega de insumos e o movimento dos colaboradores, ainda foi exigido o contrário do que antes era estimulado ao restringir a interação social, sem visitas e sem atividades coletivas com proximidade. Móveis foram substituídos, acomodação em refeitórios foi planejada em grupos menores e áreas de controle foram criadas, para quando há suspeita de infecção. O ano novo começa como terminou o velho: muitas atitudes ficarão, pela certeza de que é preciso prevenir para preservar.

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