Como o Natal da pandemia pode oferecer um fôlego de esperança para 2021?

Chegamos no Natal de 2020, ano de transformações profundas na vida de todos ao redor do globo terrestre. Muitos se foram, outros comemoraram a volta e houve os que acreditaram que o cuidado era necessário para diminuir a velocidade da infecção pelo coronavirus. Felizmente, a maioria das pessoas é lúcida o suficiente para compreender que as precauções são necessárias para si, para seus entes queridos e, mais ainda, como uma demonstração de cidadania e respeito pelo ser humano. A Covid-19 chegou no Brasil fazendo estardalhaço, pelas notícias terríveis recebidas de países assolados antes e demonstrando que, pelas novas características, os cientistas não estavam preparados para essa triste novidade. Muitos profissionais da saúde foram abatidos pela falta de paramentos adequados, dedicados a conter o avanço da doença que apresentou uma triste realidade. Paralelamente houve descrédito, incentivado por pessoas que, apesar da projeção que têm no cenário nacional, subestimaram os efeitos nocivos da pandemia e retardaram as iniciativas que poderiam minimizar a realidade que vivemos.

Mas também foram encontradas mensagens muito positivas neste Natal tão especial. Uma delas foi veiculada nas redes sociais, através de uma animação contextualizada para este momento. Um idoso melancólico pela dificuldade em ouvir e desmotivado para utilizar o aparelho auditivo é incentivado a reagir, mas é apenas quando a memória afetiva da própria mãe ensinando-o a tocar piano o traz de volta ao convívio, aliviando a sua dor (https://www.youtube.com/watch?v=vTjtgualL9E&feature=youtu.be). Vale assistir e vibrar com a felicidade de nos sentirmos pertencentes a grupos de pessoas e que, apesar do distanciamento social exigido pelo momento de risco pela Covid-19, estamos cultivando a proximidade de amigos e familiares.

Nesse sentido, outra linda experiência foi publicada pelo CEO da empresa brasileira ConceptMed (https://www.linkedin.com/posts/eifler_telepresença-robôs-idosos-activity-6747612826753359872-I1j7/). Um robô de companhia foi utilizado para alegrar a vida de uma idosa institucionalizada, surpreendendo por mediar a visita virtual do seu neto. Uma bela iniciativa que demonstra o quanto é necessária a presença, mesmo através de um dispositivo eletrônico, para justificar lembranças, sentimentos e demonstrações mais valiosas do que presentes materiais com pouco sentido. Os meios digitais demonstraram ainda mais a que vieram, não apenas agilizando trocas comerciais, mas principalmente facilitando trocas sociais. 

Em casa, muitos seguiram trabalhando e produzindo, assim como as reflexões sobre a aquisição de supérfluos transformou o consumidor para direcionar esforços na escolha de equipamentos, vestuário e alimentação relacionados com qualidade de vida. Também a solidariedade foi resgatada, já que o mundo passou a ser visitado através das janelas eletrônicas dos monitores de TV e computadores. Afinal, o Natal da pandemia jamais será esquecido como o evento restrito na segurança de nossas próprias moradias.

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