Quais orientações à saúde as equipes multidisciplinares podem oferecer aos idosos em suas residências?

Muitos países desenvolvem programas de acompanhamento domiciliar a idosos que vivem sozinhos ou com outros idosos. O objetivo primordial é oferecer orientações sobre os cuidados pessoais, prevenção de doenças e encaminhamento de casos mais destacados, observados durante as visitas. O foco é evitar desidratação e subnutrição, além da orientação a atitudes preventivas a doenças, mas são os doentes crônicos que inspiram maiores cuidados. Em muitos desses programas não existe um treinamento sobre testes rápidos para detectar perdas cognitivas, o que poderia prevenir o rápido avanço de demências e, por consequência, evitar incidentes tais como perder-se na rua por ficar desorientado e esquecer o endereço ou, até comer muitas vezes ou deixar de comer, em função da falta de memória.

A manutenção de medicamentos adequados, assim como seguir a posologia recomendada pelo médico, são questões que podem igualmente ser verificadas durante as visitas, garantindo a eficácia do tratamento adequado para cada caso. Muitas vezes a falta de cuidado nesse sentido está associada à solidão, mesmo em casos onde há outros moradores. Hábitos podem ser desorganizados por sono ou desânimo, agravando a falta de autocuidado. Nisso recai a importância de associar as avaliações durante as visitas entre disciplinas como psicologia, terapia ocupacional, enfermagem, fisioterapia e medicina, eventualmente também com fonoaudiologia, possibilitando condições de saúde ainda mais plenas nos espaços de vida de cada idoso.

Mas já surgem discussões sobre a importância de incluir arquitetos nessas equipes, considerando que muitos casos de dificuldades com higiene e autocuidado, além de riscos de quedas e acidentes pelo uso do fogão, poderiam ser evitados com pequenas alterações estruturais ou somente novos arranjos do mobiliário. Iluminação eficiente não é determinada por luminárias com mais lâmpadas, assim como não é necessário adotar cortinas escuras para cortar a incidência de muito sol. Pelo contrário, cores claras permitem melhor reflexão de luz, assim como é preciso facilitar a troca de lâmpadas, geralmente em alturas que condicionam o uso de escadas ou banquetas, aumentando o risco de quedas. Mudanças no leiaute também podem facilitar a circulação.

Quando os revestimentos apresentam desgastes, há a possibilidade de resolver com soluções paliativas, até quando for realizada a troca por material mais adequado. Pinturas são fáceis de fazer e oferecem resultados muito positivos quando feitas de modo planejado. Infiltrações de umidade devem ser avaliadas e sanadas, assim como os eletrodomésticos devem funcionar adequadamente. Muitos tecidos e papéis acumulam poeira, desenvolvem mofo e atraem pequenos insetos, assim como juntar embalagens pode ser útil se guardadas de modo organizado. Armários altos devem ser usados para objetos de uso eventual, deixando outros utensílios do dia a dia de modo acessível e de fácil localização. Com algum cuidado e uma boa orientação profissional, a saúde de idosos em suas residências pode ser bem melhor.

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