As casas do futuro estarão preparadas para manter a boa saúde até a velhice?

Permanecer na própria casa na velhice, mantendo a autonomia e vivendo as rotinas diárias com a maior independência possível, é o desejo da maioria das pessoas, inclusive quando moram sós. Ocorre que, à medida em que a idade avança, e a depender da consciência de manter hábitos saudáveis, a possibilidade de quedas e de fragilidades decorrentes da dependência de fármacos que suplementem perdas naturais passam a ser ameaças que assombram o próprio idoso e as pessoas que se preocupam com ele. Se a moradia estiver preparada para prevenir perdas e impedir condições de desconforto e de insalubridade, torna-se mais evidente que a velhice será vivida com prazer e tranquilidade.

Em entrevista sobre a prática da Telemedicina, o prof. Chao Lung Wen descreve que tem acompanhado o franco crescimento das relações que se estabelecem a partir das interações virtuais e que a casa inteligente proporcionará a manutenção da qualidade ambiental, além de serem usadas de modo mais flexível e prático (https://www.saudebusiness.com/ti-e-inovao/bem-vindo-medicina-50-onde-o-cuidado-conectado-e-no-presencial-salva-vidas). 

Seguindo essa linha de raciocínio, ao invés de aguardar a pessoa adoecer e precisar gastar com uma UTI, por exemplo, o mais indicado é usar a tecnologia para gerenciar a qualidade de vida do idoso dentro da própria casa, planejando uma logística para tornar a vida agradável ao mesmo tempo em que se cria um sistema de prevenção de doenças.

Descreve o que chama de saúde conectada, sistema que facilita a assistência para que as pessoas não adoeçam. Esse serviço envolve orientações médicas e de outras áreas conectadas, mas também sugere que arquitetos e engenheiros que estudam sobre os impactos do ambiente construído ofereçam assistência também sobre ambientes seguros e saudáveis. Propostas de aproveitamento dos espaços para torna-los flexíveis para diferentes usos, assim como aplicação de dispositivos tecnológicos que higienizem superfícies e móveis, são importantes a partir da experiência do distanciamento social exigido pela pandemia pela Covid-19. A arquiteta Mariana Chao desenvolve soluções de sinalização para identificar portas de banheiros para uso noturno, organização de espaços em armários, com identificação de conteúdos e outros modos para facilitação do acesso, além de automação que controla alterações na umidade do ar, tão importante para a prevenção de doenças respiratórias.

Casas inteligentes, aquelas que usam a inteligência artificial por meio de assistentes virtuais, são outra forma eficaz de dar um apoio interativo para o cuidado. Esse modelo de moradia pode integrar os moradores a uma teleconsultoria com profissionais de Saúde, tudo em prol de ampliar a qualidade de vida. 

Casas saudáveis abrigam vidas saudáveis e preservam as relações sociais, mantendo o desejado equilíbrio emocional nesse contexto. Ao repensar as casas do futuro, novos tempos serão revelados para a moradia na velhice.

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