Quais as vantagens percebidas por pessoas idosas que decidem morar juntas?

As mudanças que ocorrem ao longo da vida dizem respeito a diversos fatores, tais como alterações no corpo, diferenças econômicas e a perda de companheiros. Os novos arranjos familiares podem provocar o retorno dos filhos à casa dos pais, assim como a pandemia acarretou muitas situações de ajuste financeiro em função da perda de empregos e das dificuldades de organizar situações em home office na produção de artigos para o trabalho alternativo. Sendo assim, nem sempre acontece o conforto e o sossego na velhice que as pessoas planejam para suas vidas. 

Soluções de moradia compartilhada já são recorrentes para estudantes provenientes de locais distantes das suas residências originais e são chamadas de repúblicas. Mas há iniciativas em políticas públicas que apresentam essa solução para pessoas mais velhas, tal como demonstrado na cidade de Santos, estabelecendo condições para que pessoas idosas vulneráveis possam viver com dignidade (https://www.santos.sp.gov.br/?q=noticia/republicas-dao-novos-significados-a-vida-de-idosos-de-santos). A moradia em coliving, termo atualmente utilizado para caracterizar esse compartilhamento, tem conquistado pessoas em diferentes faixas etárias, mas é entre os mais velhos que esse modelo tem atraído por razões maiores do que cotizar despesas, como demonstra a proposta da fundação australiana Sharing with Friends Queensland (https://osegredo.com.br/idosas-inovam-ao-criar-moradia-para-ficar-juntas-e-evitar-a-solidao-da-velhice/).

O objetivo do “Compartilhando com amigos” é fazer com que os idosos se conheçam e entendam o valor de cada um. Tudo foi pensado como uma solução para mulheres idosas não ficarem à margem da sociedade, passando dificuldades e sendo vítimas da solidão.

A experiência dessas mulheres, que se reuniram para decidir como desejavam morar, resolveu a situação financeira pela redução do custo, dividido entre todas, mas trouxe a vantagem de evitar a solidão a que poderiam estar impostas, mesmo convivendo com familiares.

As cinco senhoras têm entre 63 e 75 anos. A novidade tomou conta da região e muitas outras estão querendo se candidatar. Os depoimentos mostram que, por se sentirem sozinhas e desprotegidas, o senso de comunidade é muito importante. 

Morar com amigos ou fazer novos ao decidir pela solução de compartilhamento traz vantagens quanto a optar por imóveis de melhor qualidade e com estruturas mais atraentes, tais como jardins ou outros espaços de estar. Também permite uma melhor qualidade na alimentação, pois a produção de alimentos pode ser mais variada e nutritiva, mantendo horários adequados. Principalmente, evita a solidão, ao considerar a presença de pessoas que compreendem e apoiam entre si os limites e as dores individuais. Não é fácil conviver nem em família, mas é uma boa solução para resolver muitos dos problemas da velhice.

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