O que aprendemos sobre moradia na velhice em 2021, ainda com a pandemia pela Covid-19?

Tem aumentado a atenção às soluções de moradia para pessoas idosas no Brasil, seja em função do aumento da longevidade, seja porque ficou evidente que a pandemia pela Covid-19 potencializou o interesse por essa questão. Permanecer em casa, distante fisicamente de outras pessoas, não foi suficiente para garantir segurança, outros fatores ficaram evidentes ao longo de 2021.

Para os que residem em suas moradias originais, algumas mudanças foram consequentes de alterações financeiras por perda de emprego ou fechamento de negócios de familiares, que racionalizaram custos ao reunir parentes sob o mesmo teto. Isso acarretou menor privacidade, mais ruídos, convivência intergeracional (nem sempre pacífica) e diferença de interesses, além de alterações nas rotinas diárias. Para muitos, significou mais pessoas para companhia, mas outros sentiram-se ainda mais sós e incomodados, gerando quadros depressivos agravados pela preocupação com o futuro incerto.

Os procedimentos exagerados que foram adotados em 2020 diminuíram, mas ainda foi necessário manter calçados próximos da entrada, lavar as mãos com mais vagar e usar o álcool 70%, assim como tratar legumes e frutas com lavagem de água e vinagre. As roupas das pessoas que precisam sair continuam sendo lavadas com mais frequência, evitando juntá-las com outras de uso em casa. A necessidade do exercício físico provocou o impulso de sair mais para que, no mínimo, uma caminhada até o comércio local trouxesse bem-estar pela atividade e pelos encontros com outras pessoas, mesmo que distantes fisicamente. A convivência social aumentou, mesmo com todos os cuidados.

Para idosos institucionalizados, a convivência com visitantes foi radicalmente interrompida em 2020, assim como os colaboradores passaram a comparecer com dispositivos de proteção, tais como aventais, toucas, face shields e máscaras, já que o medo de trazer vírus de outros locais exigiu que esses paramentos fossem imprescindíveis. Fora isso, aumentou muito o cuidado com a higiene de móveis, pisos e vestuário da casa, criando novas dinâmicas de limpeza que, mesmo absolutamente necessárias, alteraram as rotinas da casa. O distanciamento social continuou em 2021, mas os recursos digitais mostraram-se fundamentais para reduzir o estresse do isolamento, visto que muitas organizações tomaram providências para melhorar a conexão por internet, adquiriram novos equipamentos e treinaram os colaboradores para possibilitarem melhor uso dos recursos eletrônicos. 

Em 2021 aprendemos a refletir sobre como gostaríamos de morar na velhice e que a pandemia pela Covid-19 ainda representa riscos a todos. Mas, principalmente, passamos a ver nossas moradias com o olhar do abrigo, do acolhimento, da atividade e do encontro, em todas as idades. Desapegar do que não é útil e adquirir o que garante conforto e segurança, seja em grupos familiares ou nos institucionais. Opções desejáveis estão surgindo, oferecendo alternativas para escolher quais são melhores para atender os desejos e necessidades de cada perfil de morador. Sejamos modulares em 2022! 

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