Como construir uma vida mais saudável a partir da convivência social e do contato com a natureza?

Crescem no Brasil as discussões sobre moradias adequadas para todos, em especial para pessoas idosas, pontuando aspectos tais como a manutenção da participação, da intergeracionalidade e da autonomia até quando for possível aos limites físicos e cognitivos. Desde a manutenção na própria residência, considerando o apoio ao cuidado tanto familiar, quanto o profissional, definido por empresas particulares ou pelo próprio Estado. Para os que preferem ter algum apoio, mas continuarem a gerenciar seus lares privados, há os condomínios, cada vez mais aperfeiçoados para atender o público que pode pagar pelo conforto e a segurança desses empreendimentos. Políticas públicas de habitação oferecem algumas iniciativas, tais como o Programa Vida Longa, em São Paulo, e o Cidade Madura, na Paraíba, igualmente para pessoas com 60 anos ou mais que demonstrem não ter recursos para uma moradia digna.

Há a busca por grupos que se aliem na criação de comunidades intencionais, conhecidas como cohousing, ou co-lares, conforme denominação definida pela arquiteta Lilian Lubochinsky, facilitadora desses empreendimentos. De acordo com ela, cohousing é um modelo de habitação para indivíduos ou famílias que possuem alguma característica em comum e que desejam viver em um mesmo condomínio. 

Em reportagem do movimento Somos Cidade, a arquiteta Márcia Mikai, da Pentagrama Projetos em Sustentabilidade e Regeneração, demonstra a alternativa conhecida como Agrihoods, que aparece com mais força a partir do início da pandemia pela Covid-19 (https://somoscidade.com.br/2021/11/empreendimentos-imobiliarios-com-espacos-para-a-producao-de-alimentos-sao-tendencia-mundial-em-expansao/).

A busca pela reconexão com a natureza e a preocupação cada vez maior com a origem dos produtos consumidos têm levado mais pessoas a procurarem opções de moradia que aliem as comodidades urbanas às vantagens rurais e que contem com áreas destinadas para o plantio de alimentos. O movimento, que já vinha crescendo há alguns anos, ganhou impulso com a pandemia de coronavírus – que fez muitos cidadãos repensarem suas habitações e o contato com o verde. 

Embora a motivação mais significativa esteja relacionada ao desejo de consumir alimentos reconhecidamente mais saudáveis, vista a ideia de serem “vizinhanças” próximas a áreas de “agricultura”, ainda há a proposta de criar comunidades que se reconheçam dispostas a trocas sociais que os aproximem para usufruir ainda mais do contato com a natureza.

Sustentável, o complexo incentiva a convivência a partir de estratégias de design como a disposição das caixas de correio em uma posição central, criando um hub social, e a instalação das varandas das habitações próximas às calçadas para estimular a interação entre vizinhos. 

Construir uma vida saudável é a meta de todos e, portanto, deve ser planejada e decidida com a antecedência necessária para sua realização.

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