Por que crescem as propostas de condomínios adequados a pessoas idosas? 

Quando são pesquisadas as alternativas de moradia para pessoas idosas, é possível encontrar modelos variados e interessantes para muitas das situações da velhice, considerando diferenças relacionadas ao desempenho físico e cognitivo. Porém, os mais significativos estão na Europa ou na América do Norte, o que já aponta para maiores experiências de longevidade. No Brasil ainda há carência de soluções variadas, e as mais significativas são produtos de políticas públicas ou para atender uma população com mais recursos financeiros.

Percebe-se, já, o aumento de propostas que atendam a classe média, embora ainda com apelos onerosos para seduzir os interessados, mas demonstrando uma tendência que atende àqueles que pretendem manter-se confortáveis e seguros mesmo quando houver maior necessidade de assistência (https://incorporacaoimobiliaria.com/2022/07/04/condominios-voltados-aos-idosos-sao-grande-aposta-do-mercado-imobiliario/).

Ativos, saudáveis, independentes, repletos de planos e com vontade de viver bem. Os idosos do país nunca foram tão ativos como são hoje. Os constantes saltos na expectativa de vida, aliados à estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que o número de idosos deve superar o de crianças e jovens de até 14 anos já em 2031, mostram uma crescente transformação na sociedade brasileira quando o assunto é envelhecimento. 

Embora ainda haja resistência a mudanças, as soluções que envolvem coabitação com familiares ou a opção por moradias institucionais prevalecem, tanto por tradição como por falta de opção. Se colocadas “na ponta do lápis” todas as despesas que envolvem manter-se em uma casa ou apartamento onde antes morou uma família inteira, e ainda considerando que geralmente não há adequação para evitar quedas e outros incidentes, o que exige a presença de cuidadores, os condomínios projetados para esse público já se mostram como uma solução que tende a crescer, inovando como alternativa viável.

Há duas modalidades: serviços já incluídos no valor do condomínio e outros, pagos à parte, conforme as necessidades da pessoa. Esse conceito chamado de “aging in place”, algo como “envelhecer em casa”, é bastante difundido nos Estados Unidos e na Europa, mas só agora começa a ganhar força por aqui.

Embora a reportagem aponte os condomínios como boas soluções para envelhecer em casa, o conceito “aging in place” envolve também o suporte comunitário e, portanto, define a importância das interações sociais que não se restrinjam aos limites do território condominial. As relações de vizinhança extramuros são tão importantes quanto entre condôminos, portanto não bastam as condições físicas do edifício. Acessibilidade é fundamental em todos os espaços de vida, sendo que calçadas adequadas e proximidade de pontos de embarque e desembarque de transporte público igualmente possibilitam a manutenção da mobilidade urbana, independente de automóveis próprios. Assim, crescem as propostas de condomínios adequados a pessoas idosas para garantir autonomia e independência o máximo possível.

4 comments on “Por que crescem as propostas de condomínios adequados a pessoas idosas? 

    • Conceição, tenho publicado reflexões neste blog e artigos científicos sobre as questões da moradia para a velhice. Você encontra outros artigos fundamentados nas bases de dados científicas ou no Portal do Envelhecimento ou Portal Trevoo, fontes que divulgam matérias sérias e embasadas. Tome cuidado com matérias sem embasamento ou critérios fundamentados, ok? Abraços…

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