Qual a importância das equipes multidisciplinares no planejamento e gestão de casos para pessoas idosas?

Considerando que a saúde deva ser vista a partir de uma perspectiva holística, é fundamental considerar que não serão somente as doenças do corpo que impactam na qualidade de vida. A interdisciplinaridade amplia a visão sobre os aspectos que determinam o bem-estar em todo o processo de envelhecimento, considerando as diferentes etapas que levam ao amadurecimento e ao declínio do corpo. A Gerontologia estuda as condições biopsicossociais dos indivíduos e, nesse contexto, o exercício de morar determina as diferenças que são percebidas mais claramente na velhice, heterogênea e dependente de como todo o processo de viver define quão saudáveis serão as experiências vividas. Evidentemente há fatores genéticos que influenciam o desenvolvimento de doenças, mas as questões ambientais, sejam elas físicas, sociais ou psicológicas, igualmente impactam no bom envelhecer.

De acordo com a Dra. Yumiko Regina Yamazaki (https://www.saudebusiness.com/colunas/atendimento-medico-multidisciplinar-para-um-diagnostico-imediato-e-assertivo), a multi/interdisciplinaridade pode “trazer de forma mais efetiva e assertiva o conceito e a prática da saúde no seu formato mais pleno”.

Quando o assunto está relacionado à área de saúde, podemos ver que desde que se começou a organizar os cuidados aos pacientes de forma mais ordenada, que se iniciou na Era Moderna da Medicina (século V – Hipócrates sob visão mais científica e racional), já começavam a desenvolver grupos, para que se pudesse ter uma otimização organizacional, havendo o reconhecimento de fatores não só biológicos como também sócio-político-econômicos nesse período, havendo necessidade de orientações básicas de higiene, alimentação, habitação, além do tratamento da doença.  

Por outro lado, a tecnologia pela internet das coisas (IoT – Internet of Things) tem proporcionado a ampliação de canais de comunicação através do uso de chatbots em processos de inteligência artificial, que podem aumentar a efetividade e a assertividade no atendimento a pessoas idosas, especialmente àquelas que desejam permanecer em casa (https://www.saudebusiness.com/ti-e-inovacao/transbordo-omnicanalidade-e-chatbots-atendimento-mais-humanizado-e-eficiente).

O conceito de “atendimento humanizado” deixou, há muito, de englobar o contato olho no olho como premissa. O mundo digital vem provando que pode ser tão humanizado quanto um toque físico ao proporcionar conforto e agilidade na resolução de problemas pessoais. 

A omnicanalidade, integração dos canais físicos e digitais, tem aumentado sua abrangência, até recentemente sendo útil somente às empresas de varejo. Portanto, a possibilidade de escolher entre diferentes vias para interagir agiliza respostas e facilita a manutenção de uma vida saudável, com menos angústia e racionalizando custos e procedimentos de assistência. Com o aumento da longevidade, é preciso estar preparado para essa realidade.

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