Quando e como institucionalizar o idoso?

Temos publicado algumas reflexões sobre o encaminhamento deste assunto tão importante, relacionado a procurar soluções racionais que garantam conforto e segurança para todos, idosos e familiares. Estamos vivendo mais e melhor, portanto a perspectiva do aumento da longevidade deve ser considerada quando se decide trazer o idoso para uma residência já ocupada previamente pela família. Desalojar filhos pode trazer conflitos, além de eventuais disputas pelo comando da casa, pois podem ser dois sistemas diferentes a se imporem no território.

Somos latinos, muito passionais. Em geral encontramos histórias de interferências de familiares nas rotinas das ILPIs porque comparecem não para visitar, mesmo que essa seja a justificativa, mas para fiscalizar o serviço. Para os funcionários isso fica claro e causa desconforto: apontar falhas é um direito, mas procurar erros demonstra resistências que, na maioria das vezes, estão fundamentadas na culpa de deixar seu ente querido em uma residência coletiva. Esse é um sinal flagrante de que a decisão não foi tomada considerando todas as consequências, o que provoca dúvidas e problemas para todos.

Quando institucionalizar é uma decisão tomada coletivamente, de preferência com a participação do próprio idoso. Dependerá das condições de espaço disponíveis para ele, do seu grau de dependência e da disponibilidade para dedicação de familiares. Também das condições econômicas, pois muitas vezes institucionalizar custa mais barato do que manter em casa com cuidadores profissionais competentes.

Como institucionalizar é um processo delicado mas que deve ser feito de modo parcimonioso para que os impactos da mudança causem o menor sofrimento possível. Primeiramente, procurar os empreendimentos com serviços em preços alcançáveis e que estejam localizados em áreas de fácil acesso aos familiares, para que as visitas se tornem um hábito agradável. Importante verificar o que é oferecido e as facilidades de horários e rotinas, para que sempre seja possível agregar essas pessoas aos eventos familiares, como era antes. Desse modo, a transição que a mudança acarreta causará menos angústia e ansiedade para todos, tornando-se uma solução acertada e bem recebida.

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