A tecnologia pode ser a solução para termos mais conforto?

No post anterior, falei sobre soluções advindas do aperfeiçoamento na indústria moveleira para facilitar montagens, manutenção e uso de mobiliário, a cada dia mais adequado aos espaços racionalizados em que vivemos hoje. Além da restrição de dimensões, vivemos também a necessidade de rotinas mais práticas, pois contratar empregados domésticos está ficando mais raro e, portanto, mais caro. Charles Édouard Jeanneret, arquiteto modernista conhecido como Le Corbusier, já escreveu em seu livro “Por uma arquitetura” que os domésticos estavam ficando raros e que devíamos pensar nossas casas como máquinas de morar. Isso foi em 1922… e continuamos a depender de profissionais da limpeza!

Os eletrodomésticos entraram na nossa vida a partir do advento da energia elétrica, já que equipamentos para o conforto nos afazeres domésticos já existiam desde que as necessidades incitavam a imaginação do Homem. Invenções do séc. XIX foram significativas nesse sentido, mas foi no pós guerra a partir de 1945 que a indústria passou a focar nesse segmento, visto que haveria aproveitamento de mão de obra antes dedicada a equipamentos bélicos. Com isso surgem soluções criativas para o “american way of life” que absorvemos por aqui, trazendo liquidificadores, ferros de passar e aspiradores de pó tanto mais práticos quanto mais bonitos e coloridos. Mesmo assim, exigiam espaço para guarda-los porque eram grandes e o peso não condizia com a imagem das donas de casa penteadas, maquiadas e felizes.

A longevidade e a certeza de mais tempo em atividade fez com que houvesse atenção para consumidores mais velhos, atendendo detalhes ergonômicos de empunhadura para segurar objetos com menor esforço, dados de comunicação mais amigáveis para baixa visão e menos peso para carregar quando necessário. Além disso, sistemas inteligentes de controle para acionamento de cortinas, condicionamento do ar para manutenção de clima ameno (e nisso se inclui o controle de umidade), de temperatura da água, de desligamento automático no fornecimento do gás, de luzes tanto no acionamento quanto na economia de energia e outros artifícios complexos que puderam diminuir riscos de acidentes e facilitar o cuidado.

Também é necessário dizer que dispositivos desenvolvidos para fins de tecnologia assistiva, tais como pequenos sensores de alerta para alterações físicas e outros para diminuir as consequências graves de quedas, trouxeram uma ajuda importante para os cuidadores. Se a decisão de manter em casa um idoso em declínio de mobilidade ou capacidade cognitiva for preferida, cabe a esses cuidadores o interesse em conhecer as variadas opções de equipamentos e soluções oferecidas no mercado, garantindo o conforto e a segurança de todos.

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