Somos modulares ao pensarmos em nossas moradias quando percebemos que mudamos ao longo da vida?

Chegamos ao Natal, e este blog encontra o seu segundo final de ano com muita alegria, esperança e determinação. Desde o início, a proposta é trazer ideias sobre a moradia na velhice por considerar que há ainda muito a conhecer e, ao longo desse tempo, muitas pessoas se apresentaram pelo interesse no tema. Também percebi um crescimento de fóruns para essa discussão, sinal que podemos ter feito alguma diferença! Ainda assim, neste momento de festas e, apesar do desastroso momento econômico que estamos vivendo, os encontros de Natal fazem pensar sobre seu significado nos modos de morar.

Natal é o aniversário de Jesus, neste ano comemoram-se 2016 anos do seu nascimento e é para ele que brindamos no dia 25. A imagem retratada na história bíblica de que foi um menino nascido em uma manjedoura, precariamente abrigado mas carinhosamente recebido pelos puros de alma, de pastores a reis, pode ser relembrada através dos inúmeros presépios que representam esse momento através de técnicas diversas, símbolos específicos de cada cultura e sempre com toques de ternura. Mas é incontestável que a imagem mais significativa é a que representa a importância de um lar, composto não somente por uma cobertura e alguns móveis, mas principalmente pela presença de seres vivos que o ocupam e tornam sua finalidade definida.

Insisto que é preciso refletirmos se somos modulares quanto às decisões de morar bem ao longo da vida, não necessariamente no mesmo lugar, mas criando lugares que sejam, primordialmente, instrumentos terapêuticos para garantir a saúde, pois o melhor remédio será sempre o bem-estar. Sentir-se confortável depende de controle de temperatura, manutenção da privacidade e de outros fatores físicos, mas não prescinde da presença de pessoas que amamos, motivo que nos reúne em datas festivas, como o Natal. Se são priorizadas decisões tais como utilizar ornamentos festivos, garantir uma ceia especial e reunir a família, fica evidente a importância do conforto neste contexto específico. Por que a decisão de manter essa prioridade com mais frequência é esquecida na maior parte do tempo ao longo do ano?

Vida corrida, muito trabalho, desejo de status e outros motivos acabam por dificultar encontros familiares, tornando as rotinas mais egoístas e a convivência mais limitada. Ainda assim, é preciso perceber que o hábito de reunir a família, mesmo utilizando meios virtuais para alcançar alguns parentes, raramente é esquecido no Natal, e os relacionamentos se flexibilizam, incluindo amigos fundamentais, que são parentes por parte de vida. A primeira moradia é nosso corpo, é nele que guardamos nossos bens mais valiosos, mas aquela onde abraçamos nosso queridos pode ser unifamiliar ou coletiva, não importa: que tenhamos todos um feliz Natal! Que possamos seguir modulares em muitos outros momentos, compartilhando emoções, oferecendo conforto, reconhecendo o envelhecimento e seguindo leves até a velhice!

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