As iniciativas inovadoras em mobilidade urbana ao redor do mundo têm considerado o cidadão idoso?

O jornalista Miguel Ángel Medina publicou recentemente, no jornal espanhol El País, que a prefeita de Madri, Manuela Carmena, iniciará obras de revitalização da Gran Vía, importante avenida daquela cidade. Das seis faixas de rolamento existentes hoje permanecerão quatro na sua maior extensão, sendo duas delas para o transporte público e outras duas serão “ciclofaixas 30”, nas quais o veículo particular, que não pode ir mais de 30 quilômetros por hora, compartilha o espaço com a bicicleta.

Para incentivar os usuários de bicicletas a utilizar o veículo nessa área, será fundamental a pacificação do tráfego, uma das principais exigências da maioria das associações de ciclistas. É exatamente isso o que se pretende com o fechamento da artéria para os não moradores. (…) Além disso, serão remodeladas as seis praças do entorno da avenida.

Em Nova Iorque, o Plano Estratégico 2016 do prefeito Bill de Blasio prevê que, para sustentar o crescimento da cidade e expandir a mobilidade, é preciso alocar mais espaço nas ruas para caminhar, andar de bicicleta e de ônibus, modos que movem o maior número de pessoas em uma área menor de rua. Construir novos metrôs leva décadas e consome enormes recursos financeiros e, portanto, defende que as ruas devem ser usadas de forma mais eficiente, com mais segurança e menos impactos ambientais.

À medida que a economia de Nova Iorque cresceu, os benefícios desse crescimento não foram compartilhados e os custos crescentes da habitação levaram muitos trabalhadores a viverem mais longe de seus empregos. Para cumprir a promessa de igualdade de oportunidades, a cidade deve continuar a melhorar o acesso a empregos e serviços essenciais para os nova-iorquinos de baixa e moderada renda e para as pessoas com deficiência.

Em São Paulo, o ex-prefeito Fernando Haddad estabeleceu o Plano Diretor Estratégico de 2014, cujo Plano de Mobilidade incentiva o transporte público e prevê a ampliação da rede de corredores de ônibus e de estações intermodais, diminuindo o tempo de deslocamentos pela cidade, assim como calçadas largas nas proximidades dos eixos de transporte, que devem ter largura mínima de 5 metros nos corredores de ônibus e de 3 metros nas áreas de influência dos eixos de mobilidade. Propõe a construção de um modelo que proporcione:

a redistribuição dos usos dos espaços, visando a atender toda a população, que consolida uma visão mais democrática da cidade. Estabelece também o incentivo aos modos não motorizados (modo a pé e bicicleta), que se constituem como modos que promovem ganhos ambientais, econômicos, sociais e de saúde, tanto aos usuários quanto à cidade.

As iniciativas inovadoras em mobilidade urbana já começam a ser notadas e pretendem garantir melhor qualidade de vida aos cidadãos, especialmente os que vivem em grandes metrópoles. Com isso, os idosos estarão mais presentes e ativos, exercendo seu direito à cidade.

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