Quanto podemos aprender quando congregamos profissionais que pesquisam sobre habitação e cidade para o envelhecimento digno?

Ontem e hoje tivemos nosso III Congresso Internacional de Gerontologia, promovido pelo curso de Gerontologia da USP. Foi uma programação intensa e com diferentes abordagens, apresentadas a uma plateia composta por pesquisadores, profissionais que atuam com idosos e representantes de diferentes instituições que os atendem. Iniciamos com a apresentação da Sra. Kyoko Suzuki, japonesa especialista em cuidados com idosos, que está no Brasil como Voluntária Sênior da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão), atuando na Federação dos Clubes Nipo Brasileiros de Anciãos. A seguir ouvimos a fisioterapeuta e professora Mônica Perracini e sua pesquisa sobre caminhabilidade na cidade, conteúdo fartamente complementado pela arquiteta Adriana Prado, especialista em acessibilidade.

À tarde começamos uma discussão sobre novos modos de morar, com as apresentações de Lilian Lubochinski e Márcia Mikai, ambas arquitetas, a primeira dedicada à formação de comunidades intencionais, especialmente co-housing, e a segunda apresentando novos modelos urbanos para a criação de bairros e cidades mais humanizadas. Após o intervalo iniciamos o tema denominado Cidade para Todos, recebendo Tuca Munhoz apresentando iniciativas para um transporte acessível, e a arquiteta Silvana Cambiaghi, que falou da importância do Desenho Universal, ambos ativistas em prol das políticas públicas para cidades inclusivas.

Hoje, dia 8 de dezembro, iniciamos com uma palestra da jornalista Lena Obst, demonstrando dados importantes da sua pesquisa publicada em “O que você vai ser quando envelhecer?”. Seguiram as comunicações de dois assistentes sociais que trabalham em diferentes perspectivas: Tiago Barbosa dos Santos, que atua na COVISA pela garantia da qualidade dos serviços de Instituições de Longa Permanência para Idosos, e Nadir Estevam Menezes, que pesquisa sobre as condições de bem-estar dos idosos que vivem nesse modelo de moradia.

À tarde ouvimos a professora Luzia Cristina Antoniossi Monteiro, advogada que desenvolve pesquisas na UFSCar sobre o direito à moradia para a pessoa idosa de baixa renda, e o gerente institucional do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, que apresentou os rumos para aplicação do IDL, índice de desenvolvimento urbano para longevidade, para melhoria de políticas públicas de importantes municípios brasileiros. Após o intervalo tivemos um relato de experiência do Major PM Douglas Soichi Sano, que fez estágio no Japão através da JICA e constatou o funcionamento da polícia japonesa quanto ao atendimento da população, além de estratégias para o contingenciamento de desastres, muito frequentes por lá. E encerramos com a apresentação do gerontólogo Sérgio Flores Cerqueda, coordenador do curso de Gerontologia na Universidade do Vale de Toluca, no México, que sinalizou a importância desta troca de informações para o aperfeiçoamento na formação dos novos profissionais.

Foi um grande evento, grandes reflexões sobre a moradia na velhice!

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