Que cuidados devemos ter com escadas para que sejam confortáveis e seguras para pessoas com baixa mobilidade?

Ao abordarmos aspectos de segurança e conforto na moradia, questões sobre acessibilidade aparecem com muita evidência. Idosos tendem a desenvolver dificuldades para caminhar não só em função de limitações de marcha, mas também por apresentarem perdas de acuidade visual e auditiva. Esses fatores dificultam a relação amistosa com o ambiente, tornando os movimentos mais lentos pelo receio de errar, em especial pela mudança na percepção espacial. Em julho de 2016 escrevi sobre espaços de passagem, visto serem pouco considerados quando se observam lugares que oferecem alguns riscos de acidentes. Mas vamos falar um pouco mais sobre as escadas, já que podem proporcionar experiências visuais interessantes quando a composição oferece mais do que a simples sequência de degraus.

O dimensionamento será de acordo com o fluxo de pessoas previsto, sendo mais largas em edifícios de uso público e mais estreitas em residências ou áreas privativas. Os degraus são igualmente calculados, sendo um engano pensar que escadas helicoidais, as famosas “em caracol”, economizam espaço, pois é preciso considerar seu uso a partir da dimensão em que caiba um pé, principalmente na descida. São interessantes pela forma, mas limitadas quando a descida é feita com objetos nas mãos. As formas retas sim, podem economizar espaço, pois há como aproveitar a base para armários, por exemplo. Um patamar intermediário será sempre recomendável, sendo potencialmente interessante para utilizar iluminação indireta, quadros ou cores através de pintura ou outros revestimentos.

Um acessório importante é o corrimão, muitas vezes deixado de lado em função da proximidade das paredes, que podem servir de apoio mas não evitam uma queda. Um elemento saliente efetivamente sustenta quando houver um tropeço, principalmente na descida, momento onde se registra o maior número de acidentes em escadas. A dimensão é definida pela NBR 9050, norma de acessibilidade, que recomenda um diâmetro ou largura entre 35 e 55mm, além de alturas que atendam pessoas de estaturas diversas. Os materiais devem ser escolhidos para manutenção frequente, devendo ser resistentes e duráveis.

Os pisos antiderrapantes facilitarão a segurança, evitando-se quinas que possam ferir em movimentos bruscos. Escadas vazadas são bonitas e leves visualmente, mas os pisos devem ter tamanhos que permitam a acomodação completa do pé, já que nas descidas primeiramente apoiamos as pontas antes do calcanhar, o que justifica tamanhos compatíveis para o completo descanso do corpo antes do passo seguinte. Tapetes pequenos próximos da escada? Nem pensar! Também há dispositivos mecânicos para o idoso subir e descer sentado, compostos por assentos ligados a um trilho que acompanha o formato da escada e permite seu uso sem qualquer esforço. Assim, com alguns cuidados vamos aproveitando essa experiência de transição, que pode ser muito mais do que um simples passar se vivida com conforto e segurança.

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