Estamos conscientes que protagonizamos mudanças de comportamento na moradia com o passar dos anos?

Há mais de dois anos que este blog tem recebido uma nova postagem a cada semana e muitas vezes houve dificuldades em definir um tema que fosse útil aos leitores. Falar sobre moradia na velhice envolve os diversos aspectos do habitar, desde reconhecer que moramos além de um espaço físico privativo quando pensamos no bairro e na cidade, até pequenos detalhes, tais como o uso adequado de tapetes, a colocação de barras de apoio e o dimensionamento confortável de móveis essenciais. Pode ser relativamente fácil compreender quais componentes atendem um idoso com limitações físicas, mas em muitos casos não há uma postura empática dos cuidadores e as experiências tornam-se os marcadores das decisões que definem a segurança no lar. Ou seja: as providências são tomadas depois do acidente, e podem chegar tarde demais.

É por esse motivo que os temas escolhidos neste blog são colocados para reflexão. Harmonizar todas as etapas da vida, atendendo desejos e necessidades de moradia na velhice, só é possível se formos flexíveis, atentos às mudanças que facilitam a vida cotidiana e às transformações de comportamento da sociedade. Manter hábitos não significa negar as novas ferramentas para agilizar atividades da vida diária, assim como preferências em cores e formas não descartam novas composições e a renovação de revestimentos. O tempo passa e exige atenção quanto ao futuro que vivemos e que pode ser transformado a cada dia, sendo tão mais confortável e seguro quanto mais estivermos atentos para as inúmeras possibilidades em cada etapa vivida. O gerontólogo Henrique Salmazo, professor na Universidade Católica de Brasília, publicou no último dia 13 de fevereiro:

Na sábia natureza do tempo, as horas não voltam atrás. As estações mudam, o que era novo velho se faz… E entre lutas e esperanças, caminhamos para a renovação. Somos convidados a renovar a consciência e despertar o coração. E na jornada da vida semeamos e colhemos aquilo que espalhamos pelo caminho. Mas… sempre é tempo! Não podemos mudar o passado, mas a partir de hoje podemos escrever uma nova história! 

Ser modular é estar atento ao ambiente físico, mas também ao emocional, o que chamamos de ambiência. Significa renovar a consciência sobre todos os elementos que nos envolvem para manter leve nossa relação com o mundo, composto por espaços, objetos e sujeitos e, assim, passar pela vida com prazer e felicidade. Nossa casa é especialmente um abrigo da alma, de nossos desejos e necessidades, onde guardamos lembranças importantes da nossa história e compartilhamos com pessoas amadas. Portanto, transformá-la a cada nova etapa permite o julgamento do que é realmente importante para que se mantenha o sentido de lar, composto para que essa harmonia transforme positivamente a vida de seus ocupantes. Chegar à velhice ocupando a cidade, vivendo o bairro e sentindo-se seguro em casa é um dos caminhos para uma vida plena de saúde e felicidade.

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