O estímulo ao convívio aumenta a chance de o idoso construir uma rede efetiva de suporte social?

O ser humano é gregário e naturalmente desenvolve o senso de comunidade desde o nascimento. Inicialmente convive com os pares do núcleo familiar, a seguir há um longo período de educação formal e, durante esse tempo, cria vínculos de amizade e companheirismo, aprendendo a conviver com as diferenças. Por razões diversas, cada sujeito segue outros caminhos e os vínculos se fragilizam, muitas vezes acabando por romper um apoio que a convivência torna natural de acordo com a frequência e os objetivos do grupo social. Na velhice, permanecem aqueles que se consolidaram na construção dos relacionamentos, sejam eles provenientes das relações familiares ou de amizade. Para tanto, o convívio é importante para que haja envolvimento social, pois não bastam encontros eventuais, mas fundamentalmente, é necessário que tenham sentido e o desejo de trocas produtivas.

A psicóloga Eliana Novaes de Araújo afirma que o envolvimento social: (www.portaldoenvelhecimento.com.br/envolvimento-social-novo-estilo-de-vida/)

… é considerado elemento central do envelhecimento ativo e saudável. (…) O desempenho das atividades avançadas de vida diária (AAVD) possibilita rede de relações sociais, que promovem laços afetivos e de convivência que se caracterizam por dar e receber apoio e aceitação. (…) … esse envolvimento possibilita um suporte social que pode ser material (apoio financeiro, alimentação), instrumental (auxílio às tarefas domésticas, transporte), informativo (sobre legislação, saúde e tomada de decisões), afetivo (inclui expressões como amor, afeição e encorajamento). Entende-se por suporte social (SSP) a percepção da pessoa sobre a qualidade, frequência e adequação das ajudas que lhe são oferecidas, considerando suas necessidades.

Definir desejos e necessidades é a base para a satisfação pessoal na busca da melhor qualidade de vida. À medida em que o tempo avança, selecionam-se os elementos que efetivamente têm valor, sejam materiais ou não, sendo eles definidores dos elos criados para a manutenção da convivência. Mesmo havendo questões legais que definem a obrigação da família na atenção a ser dispensada aos idosos, nem sempre há garantias de que esse suporte acontecerá favoravelmente, em especial por razões particulares relativas a famílias pequenas ou em situação precária para sua própria subsistência. Além disso, é na história dessas famílias que os sentimentos de amor e respeito se constroem, podendo ser frágeis ou até inexistentes.

O estímulo ao convívio aumenta a chance de o idoso construir uma rede efetiva de suporte social, caracterizando um envelhecimento ativo e saudável. Essa construção será tão estável quanto maior o empenho em cultivar os relacionamentos de qualquer natureza, mantendo o envolvimento com questões coletivas e que possam representar os interesses de grupos aos quais o idoso pertença. Colaborar é a tônica de redes que estabelecem relações sociais duradouras, a depender de desprendimento e empenho em fazer por merecer.

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