Quais critérios são necessários para garantir uma vida confortável e segura na moradia da velhice?

Falar de moradia na velhice envolve não somente a decisão de permanecer na própria casa, mudar para um residencial especializado ou criar soluções de compartilhamento com parentes ou amigos. Principalmente, depende da condição social e financeira em que o idoso se encontra, pois todos desejam viver bem e sem faltarem as mínimas condições para o bem-estar. Mas há que se considerar que, pela heterogeneidade da velhice, cada um tem seus próprios critérios, estabelecidos a partir de perspectivas construídas ao longo da vida. Um texto de Martha Medeiros, magistralmente interpretado por Antônio Abujamra (https://www.youtube.com/watch?v=GxitRZ6m0rs), ilustra que nem sempre o desejo reflete a realidade que estará ao alcance do sonhador.

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida, o cinema, o teatro: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

Na juventude são definidas metas pelas quais haverá investimento de tempo, além de esforço físico e mental, que justifique os valores pagos nesta troca de conhecimentos para o desenvolvimento das habilidades que possibilitarão a sobrevivência. Nesta construção de carreira, simultânea à formação de grupos sociais com colaboradores, amigos e familiares, a moradia se transforma de acordo com o sucesso alcançado, mas sempre haverá nela as características da personalidade de quem a torna um lar. Simples ou sofisticada, dependerá das pretensões de vida almejadas pelos moradores.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.

É importante considerar que investir numa moradia confortável não significa exceder os limites do orçamento, o qual deve comportar também a comida e a diversão. O equilíbrio entre todos os aspectos que sustentam o prazer, e entre eles está a convivência com as pessoas escolhidas para compartilhar as conquistas, cria uma base para a velhice confortável e segura. Haverá riscos, eventos inesperados que podem limitar os sonhos e até mudar o rumo desenhado, o que justifica pensar em um futuro tranquilo e preservado de obstáculos intransponíveis.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Ser modular é desenvolver a capacidade de sonhar sem perder a noção de que o envelhecimento acontece, independente de nossos sonhos. Planejar um futuro feliz na casa dos sonhos depende de organizar a vida para morar do modo mais adequado, independente do patrimônio ou das vaidades. A realidade é onde e como se está, por isso é preciso ver a velhice igualmente como uma meta que será alcançada com sucesso se houver a real capacidade de ser feliz.

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