Idosos que cultivam hábitos rotineiros são capazes de perceber o que realmente importa na velhice?

No mundo contemporâneo, os estudantes são preparados para o mercado de trabalho a cada dia por mais tempo e com maior dedicação, com formação em línguas, ferramentas da informática e dinâmicas de colaboração. A velocidade da informação e a facilidade de deslocamento pelo mundo exige essa preparação, tornando os sujeitos mais competitivos para galgarem carreiras bem-sucedidas. Isso exige disciplina e foco, o que torna as rotinas imprescindíveis para dar conta de atividades e cobranças sociais, com risco de enrijecer as atitudes e prejudicar a visão do que realmente importa.

Na animação “The Wrong Monk” (Inglaterra, 2018), criado por Tom Long, o monge sente-se incomodado com a presença de um cão que o convida a brincar mas acaba por perceber que deixara de lado uma oportunidade de ser feliz. Estar completamente envolvido com obrigações pode afastar de atividades que trazem felicidade, situações importantes para que haja sentido na vida.

“Muitas vezes, estamos tão presos em nossas obrigações e problemas que fechamos os olhos para os sentimentos e conexões que realmente importam na vida.”  (https://www.dailymotion.com/video/x6vrgef)

Uma apresentação sobre a Síndrome do Pensamento Acelerado – SPA  (https://www.youtube.com/watch?v=CeyPAkji1AU), proposta pelo médico Augusto Cury, permite refletir sobre o quanto o ritmo acelerado de trabalho e a preocupação com o futuro podem provocar um isolamento em meio à multidão, levando ao esgotamento e à ansiedade crônica. A quantidade de estímulos recebidos cria uma dependência das ferramentas de comunicação, o que pode ser confirmado quando vemos muitas pessoas reunidas em restaurantes, mas isoladas do mundo diante dos seus smartphones. Dezenas de pessoas dentro de um vagão de trem com fones de ouvido e buscando atualizações pelo Facebook, WhatsApp e Instagram, como se não houvesse alguém ao lado e nada mais importasse, mesmo havendo pesquisas que garantem serem mais inteligentes aqueles que conversam com estranhos no metrô, quebrando a distância entre os cidadãos que vivenciam as mesmas experiências naquele momento. O hábito rotineiro de checar as novidades será, então, responsável pelo aumento das conexões virtuais, geralmente efêmeras, mas diminuirá drasticamente a saudável proximidade entre as pessoas reais.

A percepção sobre o modo de morar (e se ele ainda é realmente adequado e confortável…) pode ficar prejudicada pela rotina, especialmente na velhice. Ser modular é estar apto a mudar para melhor, quer seja na moradia original ou para outra que atenda necessidades e desejos. O que realmente importa pode estar bem ao lado, seja compartilhando momentos com pessoas queridas ou animais de estimação, seja buscando novas experiências ao enfrentar desafios. Mas, fundamentalmente, é preciso estar de olhos abertos e relaxados para encontrar as surpresas diárias que podem trazer felicidade e prazer.

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