Somente a sorte garantirá a felicidade para que um indivíduo seja flexível diante da vida?

Muitas vezes ouvimos comentários sobre o sucesso de alguns ser resultado de muita sorte, seja pelas oportunidades que tiveram ou pelo simples fato de estarem no lugar certo, na hora certa. Mas, com quase a mesma frequência, a velhice é vista de modo negativo, com ênfase nas perdas e lamentando a falta de condições para empreender em novos projetos, dos mais simples aos mais complexos. É como se a sorte terminasse com o avanço da idade e todo o investimento na construção de projetos futuros (carreira, família, pertencimento) fossem fadados ao fracasso. O que pouco se percebe é que a assunção de atitudes positivas é o combustível que move os mais atilados na direção do sucesso, mantendo-os dispostos a vencer e flexíveis para desviarem-se dos obstáculos na busca do melhor caminho.

O artigo da psicóloga Rosana Kutnikas, publicado no Portal do Envelhecimento  (https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/um-olhar-otimista-para-o-envelhecimento/) destaca os componentes dentre os quais a sorte é o menos significativo, representando somente 10% de risco para o sucesso:

“… podemos observar que temos uma margem de 40% (nossas atitudes e escolhas) +10% (fatores circunstanciais da vida) para desenvolver novas atitudes e habilidades – caso os nossos 50% (decorrentes dos fatores genéticos) não estejam a nosso favor!”

Os místicos afirmam que todo desejo é enviado ao universo e retorna em dobro, seja ele para construir resultados positivos ou não. Mesmo havendo influências energéticas nas trocas empreendidas diariamente, são as atitudes e escolhas que de fato determinam a direção do que se deseja, garantindo a disposição para continuar a vida, apesar dos percalços que obstam o caminhar.

“A abordagem otimista para o envelhecimento nos possibilita descobrir qualidades, habilidades e novas soluções que, se fossem enfatizadas no olhar patológico, nos amarraria nas desordens mentais.”

Sendo a felicidade “uma habilidade que se pode treinar”, é preciso agir para que haja resultados. Ser modular é manter-se aberto ao novo, às mudanças e a perspectivas que se apresentem ao longo da vida, especialmente na velhice. É possível prevenir desgastes e o avanço de perdas naturais, mas somente quando se está disposto a reconhecer que é preciso mudar, sem culpas ou arrependimentos. Morar com conforto e segurança envolve a manutenção de um olhar curioso sobre novas tecnologias que facilitem o dia-a-dia, assim como sobre a organização de equipamentos e dispositivos que garantam conforto. As preferências continuam, mas é preciso estar atento para novas propostas que o mercado oferece em materiais de revestimento e sistemas de funcionamento. Enfim, cabe a cada pessoa analisar que projetos empreender, que sonhos realizar e quais pessoas manter ao redor, mesmo virtualmente. Afinal, estar informado sobre novas possibilidades depende de um olhar otimista sobre a existência, uma dádiva a ser valorizada.

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