O crescente empreendedorismo maduro será o diferencial para que a moradia na velhice seja melhor?

Nos últimos anos, tem sido significativo o crescimento de empreendimentos voltados a atender demandas latentes da sociedade, em especial apropriando-se da evolução tecnológica que coloca o acesso na palma da mão. Ser proprietário de um carro já era discutível para quem poderia chamar um táxi para viagens eventuais, mas os aplicativos de “carona” tornaram-se frequentes pela possibilidade de diminuir custos e, por outro lado, de aproveitar o tempo livre para reforço de orçamento, o que justifica tantos motoristas que aderiram ao sistema em tempos de desemprego.

Notícia publicada no blog longevidade do site G1 (https://g1.globo.com/google/amp/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2019/01/08/a-vez-do-empreendedorismo-maduro-voltado-para-os-idosos.ghtml) trouxe impressões da CEO do Global Institute for Experienced Entrepreneurship, Elizabeth Isele, apontando o subaproveitamento da mão-de-obra de idosos, destacando que a mídia considera o empreendedorismo uma característica de jovens na faixa de 20 anos.

Segundo o Kauffman Index of Startup Productivity, a maior taxa de atividade empreendedora, nos Estados Unidos, ocorre no grupo entre 55 e 64 anos. Esse tem sido o padrão nos últimos 15 anos e não há sinais de que vá desacelerar.

A percepção de que o tempo livre e o desejo de reforço no orçamento podem se transformar em oportunidade, provocou o interesse de muitos aposentados para atender demandas novas ou que possibilitam melhorias. Assim, gostar de animais pode gerar renda ao dedicar seu tempo para cuidar de cães e gatos de pessoas que viajam. Ninhos vazios, resultantes de moradias que abrigavam famílias com filhos que seguem seus caminhos, podem ser preenchidos por pessoas que se hospedam temporariamente, inclusive gerando novos relacionamentos e possibilitando até um enriquecimento cultural.

O grupo Trabalho 60+ (http://trabalho60mais.com.br/blog/) reúne pessoas experientes que discutem ideias e trocam conhecimentos, no sentido de propor novos negócios. Seu idealizador, Eduardo Meyer, assim o descreve.

Nosso grupo é a reunião de seniores ativos cada qual com suas habilidades e diferentes competências. Essa diversidade proporciona a troca colaborativa e prazerosa de suas experiências com o intuito de abrir novas frentes que possibilitem sua reinserção no mercado de trabalho.

Esse grupo tem participado ativamente de discussões para uma cidade mais amiga do idoso, assim como oferece todo seu potencial e experiência em fóruns que buscam soluções para atender esse crescente segmento em suas diversas perspectivas. Para sermos modulares sobre como morar na velhice é preciso praticar a empatia e compreender a sociedade como um sistema complexo e dinâmico. Empreender depende de atitudes atentas e proativas, contribuindo para que haja mais qualidade de vida e dando sentido às capacidades que não se esgotam com o avanço da idade.

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