Em que medida o uso de robôs povoa o imaginário de famílias que desejam o cuidado perfeito?

A tecnologia é o processo e os equipamentos eletromecânicos são ferramentas para atingir maior eficácia e eficiência. Há iniciativas interessantes nesse sentido: a rede Terça da Serra oferece um serviço de localização e acompanhamento dos idosos na casa, o que permite maior eficiência dos colaboradores, visto que diminui o desgaste provocado pelos longos trajetos a serem percorridos e permitindo mais tempo para estender o contato com cada morador. Porém, quando a tecnologia é colocada em discussão, geralmente as reações são de que haverá robôs tais como Rosie, a empregada doméstica mais que perfeita da série futuristaThe Jetsons, dos anos 60.

Na animação Tea Time (Canadá, 2015), o uso de um robô sugere a possibilidade de servir como um companheiro atento aos desejos da idosa (ttps://www.youtube.com/watch?v=KzXxsCzD8mc). Essa idosa e seu velho robô mantêm rotinas tranquilas e em um ritmo proporcional ao desempenho da máquina companheira. Incomodada com a sequência de falhas, a velha senhora encomenda um novo robô, capaz de oferecer um sistema de exercício turbinado por um estimulante, visto através de uma propaganda na TV. Com a chegada dele, o robô antigo é descartado imediatamente, retirando-se “triste” com a nova situação. Mas ela grita por ajuda devido aos excessos impingidos pelo novo modelo e, a partir daí, há uma luta para dispensá-lo. Juntos novamente, a idosa joga fora a TV, demonstrando que máquinas são úteis, mas de acordo com a necessidade de cada um.

Matéria publicada pela BBC Future (https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-48290191)indica que há falta de cuidadores profissionais suficientes para atender à crescente demanda da sociedade. A sobrecarga exige que atendam vários idosos em rotinas pessoais, o que gera uma “desatenção” no carinho, sempre desejável. A perspectiva de haver robôs auxiliares poderá diminuir problemas assim, a partir da compreensão das suas vantagens para o atendimento ao idoso.

Os robôs colaborativos de hoje, ou cobots como são conhecidos, são feitos de materiais rígidos. Ao trabalhar próximo de seres humanos, sua velocidade é controlada para garantir que eles possam interagir de forma segura. (…) Para melhorar a segurança, as próximas gerações de robôs colaborativos devem ser feitas de materiais mais macios, como borracha, silicone ou tecido.

É preciso considerar as vantagens da tecnologia através de mudanças de processos nos serviços de atenção ao idoso, agregando dispositivos que facilitem o trabalho do cuidador. Robôs são operados por pessoas e podem ser coadjuvantes do cuidado, buscando um resultado tão perfeito quanto maior o calor humano que se estabeleça nessa relação.

Em última análise, os robôs cuidadores vão auxiliar, mas não substituir os cuidadores humanos, já que a robótica nunca poderá reproduzir a companhia que vem de uma pessoa de carne e osso. Nem mesmo a simulação mais avançada de uma pessoa por um robô pode realmente imitar um ser humano.

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