A dança pode favorecer a saúde dos idosos em tempos de isolamento social?

Muitos apreciam a dança como diversão, atividade física ou somente como um belo ato a ser apreciado. Danças de salão, quando participam muitos convivas, podem oferecer um espetáculo estimulante, envolvente e prazeroso, criando momentos de alegria. Idosos longevos podem correr o risco de desequilíbrio em movimentos menos regulares. Mesmo assim, é recorrente o relato de memórias recheadas de experiências que envolvem situações de dança, o que atesta ser essa uma atividade a ser estimulada, mesmo em tempos de isolamento social.

De acordo com a psicóloga Lidiane Andreza Klein (https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/a-danca-como-promocao-de-saude-na-terceira-idade/):

A dança promove no cérebro a liberação de endorfinas, neurotransmissores que estão relacionados à sensação de bem-estar, relaxamento e alegria. A música e a dança não somente ativam em nosso cérebro os circuitos motores e sensoriais, como também ligam os centros de prazer.

Para idosos, a dança incentiva a convivência e a troca de emoções, mas o movimento e a sincronia com a música já podem provocar algum prazer e a saída de um estado de inatividade, sempre prejudicial à saúde física e emocional.

Os neurocientistas afirmam que quando nos movemos em sintonia com o ritmo, os efeitos positivos da música se ampliam. Assim, um segredo para tirar o máximo de benefícios da música consiste em sincronizar nossos movimentos com o ritmo musical.

Em A Dança das Mulheres Sábias (Lisboa, Marcador, 2019), a psicanalista Clarissa Pínkola Estés relata que uma antiga tradição húngara determina que, quando uma mulher atinge a maturidade e se casa, chega o momento da dança das avós. Consiste em tentar distrair o noivo na festa de casamento antes de ele chegar ao quarto nupcial, como um teste de resistência e determinação imposto a ele depois de dançar com todas as avós da festa. Suas pesquisas apoiam-se em tradições e histórias da memória coletiva.

As boas avós dos mitos e dos contos de fadas não se esquecem das feridas nem daquilo que as provocou. E ainda se propõem a proteger tudo o que tenha sido ferido. (…) Nem penses discutir com uma velha avó dessas sobre o seu amor imperecível.

Em tempos de isolamento social, estimular a dança pode favorecer a saúde, tanto pela atividade física quanto pelo prazer que pode suscitar, desde que garantidas as condições seguras de higiene. A dança sênior é uma modalidade que permite o grupo seguir movimentos alternados simultaneamente, podendo ser praticada em posição sentada, sendo uma boa opção de atividade. Mas é a música e a busca por acompanha-la que traz o prazer de acertar o movimento, compartilhando esse sentimento com o grupo e promovendo a interação, mesmo sem proximidade.

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