Como compreender as transformações impostas pela pandemia do coronavírus na ambiência de moradias institucionais?

Para muitos ao redor do mundo, era inimaginável o acometimento de uma doença devastadora que pudesse colapsar os sistemas de saúde. Mas o novo coronavírus demonstrou a vulnerabilidade não somente na saúde das pessoas, mas também a de organizações que se viram frente à urgência de atender o número crescente de casos, no início andando às cegas sem conhecer as características desse inimigo tão indesejado. De acordo com o site da Fiocruz (https://portal.fiocruz.br/pergunta/por-que-doenca-causada-pelo-novo-virus-recebeu-o-nome-de-covid-19):

Desde o início de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar oficialmente a doença causada pelo novo coronavírus de Covid-19. COVID significa COrona VIrus Disease (Doença do Coronavírus), enquanto “19” se refere a 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo chinês no final de dezembro. 

Se o comportamento recomendado foi de distanciamento social, novos hábitos foram incorporados nas rotinas, desde aprender a lavar corretamente as mãos até usar máscaras de proteção, de modo a proteger a si mesmo e aos outros. Também aprendemos que um espirro pode infestar um ambiente de modo mais significativo do que se imaginava, além de saber que o sabão é o agente que mais protege contra a contaminação, pois elimina a gordura que protege o agente da doença. Aprendemos sobre quais indivíduos são mais vulneráveis, destacando portadores de comorbidades e idosos, sendo esses então os que ganharam maior atenção por parte dos familiares. Também aumentou a visibilidade das moradias institucionais, considerando a presença mais numerosa de idosos e de profissionais, que igualmente transformaram suas rotinas para continuar o trabalho de atenção e cuidado.

Compreendendo que ambiência se refere ao espaço construído, mas também às relações sociais que acontecem nesse meio, a pandemia pelo novo coronavírus provocou muitas transformações nas instituições de longa permanência para idosos, vista a necessidade de proteger indivíduos mais frágeis que convivem nessas instalações. A proximidade física tão recomendada passou a ser evitada, o uso de máscaras e luvas foi imposto pela necessidade de evitar contaminações. A aparente impessoalidade desse distanciamento e a preocupação potencializada por notícias estressantes trouxe consequências indesejadas, tais como depressão e sentimentos confusos, para muitos idosos com uma sensação de abandono, mesmo com os esforços para usar ferramentas de informática como meios de comunicação ativa e animadora. A ambiência mudou, especialmente nas relações sociais, mas também na manutenção exigida para evitar contaminações. O mundo percebeu que a solidariedade pode vir de um sorriso, de uma mensagem ou da oferta de algum produto necessário, significando mais do que um ato isolado. É o sinal da transformação que nos fez aprender a importância do imaterial, das atitudes e de ações empreendidas com foco no ser humano.

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