Que atividades de distração têm sido adotadas em residenciais para idosos nestes tempos de distanciamento social?

É evidente que a atual excepcionalidade imposta pela pandemia pela Covid-19 alterou as rotinas de todos, nos âmbitos pessoal e profissional. O necessário cuidado nas interações sociais impôs novos comportamentos, que vão desde o distanciamento para evitar a disseminação do vírus até a limitação de circulação nas áreas públicas. Pessoas que compõem o grupo de risco, onde se incluem idosos e aquelas com doenças crônicas, passaram a adotar estratégias de isolamento ao longo dos meses em que medidas de prevenção foram adotadas pelos governantes. Toda atividade que gere aglomeração foi considerada imprópria para o momento, exigindo equipamentos de proteção individual sempre que necessárias e essenciais. Em moradias institucionais para idosos, muitas ações preventivas foram adotadas e as atividades de distração foram revistas, pois o efetivo de colaboradores igualmente foi alterado pela situação.

Recentemente foi conhecida a iniciativa da gestora de uma moradia francesa que instituiu atividades até noturnas com os moradores, contando com colaboradores que se mudaram provisoriamente para evitar a exposição durante os deslocamentos. Também outras, como o uso de crachás com fotografias sorridentes daqueles que, mascarados, teriam ficado impessoais para quem recebia o cuidado. Outra alternativa interessante e muito disseminada foi a instalação de uma cortina com mangas, transparente, que permite abraços com pessoas que vêm visitar os moradores. Jogos, vídeos, mensagens dos familiares e outras iniciativas têm buscado a distração, tão necessária à felicidade.

Nesta semana foi comemorado o dia do Rock, muito evidenciado pela atenção que tem sido dada às notícias veiculadas pelas redes sociais e agências de produção em TVs e sites. A Rolling Stones online divulgou uma iniciativa diferente e que pode gerar até algum recurso na aplicação dos resultados em produtos impressos (https://rollingstone.uol.com.br/noticia/idosos-recriam-capas-de-discos-iconicos-para-enfrentar-o-tedio-da-quarentena/):

Em meio ao isolamento social, uma casa de repouso em Edgware, no Reino Unido, incentivou uma sessão criativa para manter os idosos do local mais animados. (…) Os residentes do Sydmar Lodge, então, recriaram as capas de discos icônicos de artistas. O coordenador do projeto foi Robert Speker, que ajudou em todo o processo de caracterização (feito com os equipamentos do próprio local) e tirou as fotos dos idosos. Em tempos de distanciamento social compulsório, necessário para a proteção dos mais frágeis, usar a criatividade pode prevenir tristeza, depressão e sentimento de abandono. A readequação das equipes que prestam serviços exigiu dos gestores uma atenção redobrada nas relações com todos os sujeitos envolvidos, incluindo os familiares, tementes pela saúde dos seus entes queridos. Apesar da ameaça, é preciso reconhecer a oportunidade de aprender sempre, aperfeiçoando ainda mais o acolhimento em moradias institucionais.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.