Quais são as perdas mais significativas para idosos institucionalizados, decorrentes do isolamento?

Desde o início do distanciamento social imposto pela pandemia pelo coronavírus, os idosos têm participado das notícias veiculadas nas estatísticas de casos, seja em relação aos recuperados ou aos mortos. Aprendemos que comorbidades pré-existentes e excesso de peso aumentam o risco de adquirir a doença, diminuindo a condição de evitar as consequências mais indesejadas. Para tanto, a recomendação de manter atividade física, além dos cuidados como uso de máscara, uso do álcool e lavar as mãos com frequência, pode prevenir que indivíduos de qualquer idade sofram com a Covid-19.

Portanto, além da fragilização emocional causada pelo medo da morte, saudade de entes queridos e distanciamento até mesmo de cuidadores, com barreiras tais como luvas, máscara e vestuário hermético, diminuíram as opções de atividades físicas, já que houve redução de pessoal de atendimento devido a critérios de proteção. A Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia pontuou aspectos decorrentes desse cenário (https://www.geriatricarea.com/2020/08/17/la-segg-advierte-que-la-restriccion-de-la-movilidad-y-del-contacto-social-tiene-importantes-repercusiones-negativas-en-el-adulto-mayor): pode haver aumento na incidência das síndromes geriátricas; o isolamento pode trazer perda de sentido na vida, gerando transtornos afetivos; o sedentarismo pode gerar sarcopenia e aumento da fragilidade física; a incontinência urinária pode agravar-se pela sensação de imobilidade; pode haver aceleração de perdas cognitivas em função do rompimento de atividades rotineiras.

Com estes pontos, a SEGG lembra que a proteção da saúde pública não consiste apenas em proteger os idosos do contágio, mas também em estimular a prevenção de doenças e a promoção da saúde através da atividade física frequente e do convívio social.

A Ballesol, rede espanhola de residenciais para idosos, implementou um programa diferenciado de exercícios físicos para evitar as graves consequências da inatividade gerada pelas mudanças no atendimento (https://www.geriatricarea.com/2020/08/19/un-segundo-confinamiento-agravaria-la-perdida-de-masa-muscular-en-la-poblacion-mayor-con-resultados-catastroficos/ ).

A perda generalizada de massa e força muscular esquelética na população acima de 85 anos piorou em decorrência da inatividade, o que gerou um aumento no número de quedas após o confinamento devido à pandemia de COVID-19, como alertam os especialistas da Ballesol.

Considerando que a perda de massa muscular começa aos 40 anos, a atividade física mostra-se um importante coadjuvante para a prevenção de consequências indesejadas. A autonomia do idoso é fundamental para que se sinta valorizado e capaz, mantendo as rotinas possíveis de vida diária e preparando-se para a continuidade quando houver a vacina para proteção de todos.

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