O novo normal sugere que outros locais de moradia possam trazer mais segurança e conforto aos idosos?

Além dos efeitos causados diretamente nos indivíduos que contraem a Convid-19, o que resultou em medidas restritivas para que a circulação do vírus minimize a contaminação, outras reações vieram a reboque dessa situação. A primeira delas, o trabalho em home office, tem demonstrado que essa possibilidade trouxe bons resultados depois de algum tempo de adaptação, apesar de exigir melhores condições de sinal de internet, nem sempre adequadas. A segunda, mais discutível, diz respeito à educação a distância – EAD, já amplamente promovida para cursos de graduação e pós-graduação, mas uma experiência mais difícil para estudantes do ensino fundamental e médio.

Ainda há significativas diferenças socioeconômicas na população brasileira que provocam contrastes quanto ao acesso às ferramentas da internet, assim como o Brasil ainda depende de uma atualização na tecnologia de dados móveis. As melhores condições ainda se concentram em grandes centros urbanos, lugares que oferecem dinâmicas de vida antagônicas: o bônus reside na possibilidade de acesso amplo à cultura e à diversidade de vagas no mundo do trabalho, mas há o ônus de submeter-se a deslocamentos demorados, perigos constantes quanto à segurança pessoal e patrimonial, além de um custo de manutenção mais alto, proporcional à oferta e procura. O site Educa+ Brasil define êxodo rural (https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/geografia/exodo-rural)

Êxodo rural é a palavra utilizada para classificar a migração dos habitantes do campo para cidade, em busca de melhores condições de vida. Essa população se muda de regiões com poucas condições de sustentabilidade para outras. 

Esse fenômeno inchou as cidades que ofereciam oportunidades, chegando a provocar conurbação, quando uma cidade “encosta” na outra e o limite entre elas se torna imperceptível. Famílias com rendas mais baixas vão sendo expulsas, aos poucos, até da proximidade dos seus locais de trabalho, afastando-se da região central e ficando à mercê de deslocamentos que consomem tempo e energia. Com isso, a atenção a idosos também fica reduzida, exigindo um distanciamento compulsório que pode se transformar em solidão.

Atualmente, podemos considerar que a pandemia tem provocado um êxodo urbano, tal é a movimentação de muitos para mudarem seus domicílios para cidades do interior ou até para outros estados. Ao estabelecer que muitas organizações instituíram o home office e que as universidades têm ampliado a oferta de cursos em EAD, a busca por melhores condições de vida tem estimulado essa migração inversa, possibilitando convivências familiares mais intensas e enriquecidas pelo aproveitamento mais produtivo do tempo livre. Envelhecer nesta perspectiva justifica o surgimento de muitos residenciais para idosos nas regiões mais procuradas, pela expectativa de viver com mais qualidade, possibilitando maior interação geracional, conforto e segurança.

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