Quando a mudança para novas moradias pode resultar em depressão para idosos?

O mês de setembro foi escolhido para alertar sobre a depressão e o suicídio, uma atitude drástica tomada por pessoas que não suportam viver por diversos motivos. Os estados de tristeza patológica decorrentes do desequilíbrio bioquímico do cérebro diferem da tristeza transitória que todos podem enfrentar diante de perdas em geral, seja por morte, trabalho ou relacionamentos. Segundo o Dr. Dráuzio Varella (https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/):

Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos. Desaparece o interesse pelas atividades que antes davam satisfação e prazer e a pessoa não tem perspectiva de que algo possa ser feito para que seu quadro melhore.

Segundo ele, a depressão é uma doença incapacitante e atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo todo. O Portal Plena publicou uma reportagem que alerta sobre a importância de observar idosos que podem estar sujeitos à depressão (https://portalplena.com/destaques/depressao-entre-pessoas-mais-velhas-precisamos-falar-sobre-isto/).

A depressão é uma doença muito prevalente e cada vez mais comum. Atinge pessoas de todas as idades, crianças, adultos e idosos. Com o crescente aumento em nossa expectativa de vida é também cada vez mais frequente que pessoas mais velhas morem sozinhas e passem a maior parte do tempo sós. Por isso, os idosos são também atingidos por transtornos de humor, como a depressão e, precisamos estar atentos a isto.

A permanência na própria casa é sempre preferível, pois há assim a manutenção do controle sobre o território pessoal, que passa a sofrer interferências se houver a presença de um cuidador, seja familiar ou profissional. Nesse caso, a contrariedade pode passar por uma fase de reação mais agressiva ou de desistência, o que pode gerar tristeza, evoluindo para depressão. A mudança para outras alternativas de moradia pode conservar rotinas e a autonomia, sem prescindir da atenção para eventuais necessidades. Além disso, promove a convivência com outras pessoas com interesses semelhantes, mantendo o espaço particular sem interferir com o estilo de vida de cada um.

As moradias institucionais para idosos, mesmo que vistas como última alternativa, são soluções que oferecem essa possibilidade, especialmente o de manter um serviço profissional que acompanha eventuais necessidades que surjam no período de permanência. A possibilidade de estados depressivos deve ser observada como uma consequência da mudança e, portanto, ser tratada preventivamente, através de um acolhimento que garanta o máximo de autonomia. Apesar das regras para que o funcionamento ocorra de modo tranquilo, novos encontros produtivos podem resultar em felicidade plena.

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