Quais são as alternativas de moradia para idosos que são acometidos por doenças neurodegenerativas?

Alzheimer e outras doenças crônicas têm sido cada vez mais percebidas nos diversos grupos sociais, certamente pela crescente longevidade que se apresenta em função de diversos fatores. Seja pela busca de mais qualidade de vida, com boa alimentação e prevenção de doenças, ou porque há uma consciência mais declarada de que a vida não é só trabalho, evidenciando as relações de carinho e amizade, estamos vivendo mais e melhor. Porém, pessoas idosas podem manter uma boa funcionalidade e sofrer com perdas cognitivas, o que significa uma perda impactante para toda a família, pois esse indivíduo se ausenta pela perda da memória, mas continua fisicamente presente.

Bill Gates, através da fundação que mantem com sua esposa Melinda, tem aberto editais de pesquisa que favorecem soluções para minimizar o impacto da Doença de Alzheimer, assunto que o sensibiliza por ter vivenciado situações em sua própria família (https://www.gatesnotes.com/Health/Digging-Deep-Into-Alzheimers).

Em todas as partes do mundo, as pessoas estão vivendo mais do que antes. Graças aos avanços científicos, menos pessoas morrem jovens de doenças cardíacas, câncer e doenças infecciosas. Não é mais incomum para uma pessoa viver bem em seus 80 anos e além. 

Podem ser identificados diferentes custos, dentre os quais se destaca o financeiro pelo cuidado de longo prazo, já que a evolução da perda cognitiva exige supervisão até chegar à dependência para atividades da vida diária. Além disso, os sistemas de saúde têm os orçamentos impactados pelo crescente número de casos.

O encargo financeiro da doença é muito mais fácil de quantificar. Uma pessoa com mal de Alzheimer ou outra forma de demência gasta cinco vezes mais em cuidados de saúde todos os anos do que um idoso sem doença neurodegenerativa. 

E há os custos emocionais dos cuidadores, que veem seus entes queridos afastando-se do presente e mudando de comportamento.

O custo humano da doença de Alzheimer é muito mais difícil de calcular. (…) Sei como é horrível ver as pessoas que você ama lutando enquanto a doença lhes rouba a capacidade mental, e não há nada que você possa fazer a respeito. Parece que você está passando pela morte gradual da pessoa que conhecia.

Quando um parente idoso apresenta indícios de demência, a atenção exigida nem sempre pode ser oferecida na própria casa, a não ser com a presença de cuidadores. As boas moradias institucionais mantêm equipes preparadas para o cuidado humanizado, que pode oferecer essa atenção juntamente com os cuidados da enfermagem geriátrica. O sofrimento que acomete os familiares que tentam cuidar em casa deve ser aliviado pela possibilidade de atendimento profissional, garantindo conforto e segurança, especialmente do próprio idoso.

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