Em que medida as novas tecnologias podem favorecer o cuidado humanizado a idosos?

Frequentemente é possível encontrar inovações desenvolvidas para facilitar o cuidado, aumentando a segurança e diminuindo o esforço dos cuidadores de idosos. Muito se discute a respeito da preservação da intimidade e sobre a percepção do usuário para que não haja exposição excessiva ou submissão constrangedora, considerando que privacidade é um elemento importante da ambiência que se deseja para o bem-estar. O uso de câmeras fica restrito a áreas de uso coletivo e de controle limitado, já que exporia demais os usuários em ambientes privativos em moradias institucionais. 

Lembrando sempre que soluções tecnológicas podem ser impulsionadas por equipamentos eletromecânicos, mas que também exigem mudança de processos, atualmente os novos projetos incorporam possibilidades que flexibilizam essas transformações de acordo com o surgimento de novos dispositivos. De acordo com a publicação do site Saúde Business (https://saudebusiness.com/ti-e-inovacao/algoritmos-e-sensores-3d-transformam-o-hospital/), o uso de “Ambient Intelligence” permite identificar padrões de mobilidade sem invadir a privacidade das pessoas. E acrescenta:

O ‘hospital inteligente’ não é novidade, sendo que inúmeras organizações já utilizam sensores (IoMT) para identificar problemas dentro de suas instalações físicas. Todavia, os hospitais estão recebendo cada vez mais ‘inteligência’ e dependendo cada vez menos de observações humanas presenciais. Um ‘ambiente inteligente’ faz uso de sensores e inteligência artificial (IA) para apoiar os profissionais de saúde na sua tomada de decisão. 

Considerando o suporte que é oferecido em residenciais para idosos, a diversidade de características exige uma atenção multidisciplinar, nem sempre conectando as decisões de cada profissional envolvido. Os relatórios diários necessários para o acompanhamento de cada caso exigem que sejam anotados todos os eventos e intercorrências, para que cada equipe possa assumir o caso ciente da situação de cada morador. Além da dificuldade de expressão e escrita, o tempo consumido acaba sendo um estressor que culmina na eliminação de detalhes que são importantes em casos de agravamento. A mesma reportagem apresenta esse problema entre médicos de hospitais, e sugere uma solução bastante mais segura e definitiva para a composição dos prontuários.

Microfones ambientais (…) podem realizar tarefa semelhante à dos escribas utilizando aplicações de speech recognition, que agora são alavancadas com deep learning. 

As moradias institucionais devem ser vistas não como uma solução para o fim da vida, pois são lugares para continuar a vida, permitindo manter hábitos preferidos e decisões sobre as atividades da vida diária, mesmo que necessite de alguma ajuda. O importante é considerar que o cuidado humanizado depende de atenção, que pode ser maior se houver mais tempo empregado para olhar sem pressa, utilizando recursos coadjuvantes nessas interações.

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