Que iniciativas devem ser incentivadas para que idosos mantenham a perspectiva de envelhecimento bem-sucedido?

Recentemente abordei a descrição que Bill Gates elaborou sobre seu amigo Warren Buffett, nonagenário cheio de energia e ativo em seus projetos, post bastante comentado por referir a necessidade de que se mantenham objetivos numa perspectiva positiva sobre a continuidade da vida, mesmo na velhice (https://sermodular.com.br/2020/09/18/que-cuidados-pessoais-podem-promover-uma-longevidade-saudavel-para-chegar-bem-aos-90-anos-de-idade/). O querido amigo Eduardo Meyer, criador do grupo Trabalho 60+, no qual participam profissionais com carreiras intensas e que mantêm o interesse em criar novos projetos, comentou um aspecto que, de fato, complementa a ideia de envelhecimento bem-sucedido.

Ainda nos “cuidados pessoais” devemos incluir a socialização, o trabalho e o desenvolvimento pessoal para a chamada “longevidade saudável”!

Sobre a socialização não há dúvidas: sem amigos ou pessoas queridas, a solidão pode tornar a vida insuportável. Neste período de pandemia, onde estamos distanciados de quem amamos, mesmo assim os canais disponíveis foram ativados, até mais do que antes, como se a dificuldade de estarmos juntos tenha aumentado a saudade. Por outro lado, as trocas possíveis em cada encontro acrescentam elementos novos ao repertório individual de cada um, ampliando o rol de assuntos possíveis para aprendizado e discussão. 

Portanto, desenvolvimento pessoal é, de fato, outro elemento importante para o que ele denominou de “longevidade saudável”, deixando clara a necessidade de manter a criatividade e, principalmente, a curiosidade. Há tantos interesses que deixamos de lado ao longo da vida, em nome do foco nos estudos e no trabalho, que retomar os que permaneceram latentes pode trazer muito prazer e até novas possibilidades de engajamento, inclusive profissional. Tudo que experimentamos permite manter um saldo de conhecimento útil a ser compartilhado, reutilizado ou transformado, pois até experiências consideradas negativas deixam lições que, se aprendidas, podem servir como base para inovar. 

E, então, entramos no item que imagino ser o mais importante para Eduardo: o trabalho. O ser humano é um indivíduo produtivo, capaz de muitas atividades que envolvam força, conhecimento e intelecto. As transformações que se vivenciam neste século XXI relativas à inclusão dos diversos grupos considerados de minorias têm transformado a ideia de aposentadoria como o período de ficar em casa “descansando”, sem atividades laborais regulares. Nisso já se constata a participação ativa dos homens nas lidas domésticas, tanto porque as mulheres participam do mundo do trabalho tão ativamente quanto eles, como porque aprenderam a incluir a independência nesse sentido para seu próprio bem e prazer. Trabalhar com retorno financeiro nem sempre é a meta e, portanto, realmente um envelhecimento bem-sucedido depende de ocupar-se e aproveitar conhecimentos colecionados com muito esforço ao longo da vida.

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