Quais as perspectivas em novos modos de morar para idosos depois da pandemia?

Até muito recentemente, encontrávamos propostas diferenciadas em residenciais para idosos em países desenvolvidos e já com uma população longeva muito significativa. Países no norte da Europa e na América do Norte buscavam diferentes alternativas em projetos arquitetônicos requintados e, aos poucos, acrescentando elementos eletrônicos que pudessem conquistar os “novos idosos” que escolhessem esses locais para viver. Com a pandemia pelo coronavírus, a velhice e a suposta fragilidade de idosos em geral foram assuntos que vieram à tona com mais vigor, evidenciando que já havia mudanças nesse público, muito além do fato de viver por mais tempo.

Uma reportagem da revista Exame apresenta dados sobre novas propostas de residenciais luxuosos para idosos em Nova Iorque (https://exame.com/casual/novos-tempos-nos-residenciais-luxuosos-para-idosos-em-nova-york/), demonstrando respostas aos desejos do idoso contemporâneo. Mesmo sendo empreendimentos de luxo, servem para refletir sobre a necessidade de mudar as propostas e oferecer diferentes alternativas.

“Os idosos merecem ter opções e não considerar a residência assistida somente na última hora”, disse Bevin Littlehale, diretora administrativa da Hines, sócia da Welltower no projeto Sunrise, que será operado pela Sunrise Senior Living.

Segundo a pesquisa realizada, há uma tendência de os idosos que optam por residências especializadas preferirem morar próximos dos filhos e de regiões com oferta de atividades culturais diversas. Assim, esse projeto, programado desde 2016, atende essa expectativa, agora potencializada pela experiência do distanciamento social determinado pela pandemia. 

A inauguração do edifício durante uma pandemia tem seus desafios, mas o residencial pode reduzir a sensação de isolamento dos idosos em uma época de afastamento das visitas, explicou Jenifer Salamino, diretora operacional da Sunrise. Até atividades com distanciamento social proporcionam alguma conexão humana, segundo ela.

Dias atrás, fui surpreendida por uma colocação muito significativa de Jack Cumming, articulista do site Senior Living Foresight e que segue o Ser Modular. Ele afirmou que “não estamos vivendo a revolução da longevidade, mas a revolução da vitalidade”, já que ele mesmo, com 84 anos, mantém o interesse em aprender, comunicar-se e participar ativamente desta sociedade a cada dia mais dinâmica. Morar depende de atender os desejos desta população mundial mais longeva e ativa, em busca de preencher o tempo a partir das suas experiências e competências. Depois da pandemia, fala-se em “novo normal”, especialmente o normal sem preconceitos, mais tolerante, inclusivo e inteligente. Com comunidades solidárias que permitam o uso do tempo livre de modo construtivo, colocando a tecnologia a serviço do bem-estar dos indivíduos para que, juntos, possam definir como querem viver e se relacionar. Uma sociedade mais justa, enfim, com idosos realmente vivos até o fim.

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